Como Visitar A Sé De Braga Em 2023

Sabias que a Sé de Braga (ou Catedral de Braga) é mais antiga do que Portugal? Dedicado à Virgem Maria, o templo religioso mais importante da capital minhota começou a ser construído no final do século XI – muito antes de qualquer outra catedral portuguesa!

Hoje em dia, a Sé de Braga é um dos monumentos mais visitados da cidade. E, apesar da sua arquitetura ser maioritariamente românica, podes admirar elementos noutros estilos, como o Batistério em estilo manuelino e o Coro Alto em estilo barroco.

À esquerda do edifício, situa-se o Tesouro-Museu da Sé de Braga, um museu de arte sacra onde estão expostos artefactos e relíquias de diferentes séculos. A entrada é feita pelo Claustro Principal, de onde podes também aceder à Capela de São Geraldo, Capela da Glória e Capela dos Reis!

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Sé de Braga
Sé de Braga

Breve História da Sé de Braga

Como referi na introdução, a Sé de Braga é a mais antiga catedral portuguesa, visto que foi erigida sobre as fundações de uma basílica primitiva, datada dos séculos IV-V d. C.. Curiosamente, pensa-se que este primeiro templo cristão tenha sido construído sobre as ruínas de estruturas romanas!

O edifício que subsiste até aos dias de hoje começou a ser projetado durante o episcopado de D. Pedro (1070-1093) e foi consagrado no ano 1089. No entanto, a Sé de Braga foi alterada e reformada sucessivamente ao longo dos tempos, adotando diversos estilos arquitetónicos e decorativos.

Como Chegar à Sé de Braga

A Sé de Braga fica na Rua Dom Paio Mendes, uma das ruas mais centrais da cidade. E daqui, estás muito perto de outros templos religiosos, como a Igreja da Misericórdia (160 metros), Igreja de Santa Cruz (350 metros), Igreja de São Marcos (400 metros), Igreja do Pópulo (400 metros), Igreja dos Terceiros (450 metros) e a Basílica dos Congregados (750 metros).

Na minha opinião, Braga é um verdadeiro “museu a céu aberto” e, portanto, merece ser percorrida a pé. Contudo, se preferires deslocar-te de transportes públicos, podes chegar à Sé de Braga de autocarro (número 41; paragem Frei Caetano Brandão).

Horários de Abertura & Preços de Bilhetes

A Sé de Braga está aberta para oração todos os dias, das 08:00 às 18:30 (de outubro a março) ou das 08:00 às 19:00 (de abril a setembro). E as visitas culturais também se realizam todos os dias, mas das 09:30 às 12:30 e das 14:30 às 17:30 (ou 18:30 no Verão).

Quanto aos bilhetes, estes têm preços diferentes consoante o percurso que escolhas:

  • Percurso 1 (Tesouro-Museu da Sé de Braga) – 3€
  • Percurso 2 (Capelas e Coro Alto) – 2€
  • Percurso 3 (Catedral) – 2€

E podes ainda optar por um bilhete conjugado:

  • Percurso 1+2+3 (Tesouro-Museu da Sé de Braga + Capelas e Coro Alto + Catedral) – 5€
  • Percurso 1 + 2 (Tesouro-Museu da Sé de Braga + Capelas e Coro Alto) – 4€
  • Percurso 1 + 3 (Tesouro-Museu da Sé de Braga + Catedral) – 4€
  • Percurso 2 + 3 (Capelas e Coro Alto + Catedral) – 4€

Independentemente do percurso, as crianças até aos 12 anos não pagam entrada!

O Que Ver na Sé de Braga

Capela de São Geraldo

A Capela de São Geraldo foi erigida no século XII, para servir de capela funerária a Geraldo de Moissac, o Arcebispo de Braga entre 1095 e 1108. Atualmente, Geraldo de Moissac é mais conhecido como São Geraldo, o padroeiro da cidade de Braga.

Na primeira metade do século XVIII, D. Rodrigo de Moura Teles (o Arcebispo de Braga entre 1704 e 1728) ordenou a reconstrução da Capela de São Geraldo. Assim sendo, António de Oliveira Bernardes foi contratado para revestir as paredes com azulejos sobre a vida de São Geraldo, enquanto que o jazigo do santo foi incorporado no retábulo de talha dourada.

Capela da Glória

A Capela da Glória ou Capela de Nossa Senhora da Glória data da primeira metade do século XIV, pois foi erigida a pedido de D. Gonçalo Pereira, o Arcebispo de Braga entre 1326 e 1348. Na verdade, o túmulo que se encontra no centro da sala é precisamente de D. Gonçalo Pereira!

Como é possível perceber pelo próprio túmulo ou pelas janelas, a Capela da Glória foi projetada em estilo gótico – o estilo arquitetónico que caraterizou as construções religiosas da Idade Média. Outro detalhe que também chegou até aos nossos dias foi a decoração das paredes com pinturas murais.

Capela dos Reis

A Capela dos Reis é outra capela fúnebre em estilo gótico, que integra o complexo da Sé de Braga. O pequeno templo católico foi fundado no final do século XIV por D. Lourenço Vicente, o Arcebispo de Braga entre 1374 e 1397.

E sabias que D. Lourenço Vicente é um dos muitos casos a que a Igreja Católica chamada de “corpo incorrupto” – isto é, um corpo humano que não se decompôs após a morte, mesmo sem ter sido embalsamado? Ainda hoje é possível ver o seu cadáver na Capela dos Reis!

Por último, importa salientar os túmulos do Conde D. Henrique e da Rainha D. Teresa – os pais de D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal. Afinal de contas, são eles que dão o nome a esta capela! Criados no início do século XVI sob ordem de D. Diogo de Sousa (o Arcebispo de Braga entre 1505 e 1532), estavam inicialmente na Capela-Mor da Sé de Braga.

Coro Alto

O Coro Alto da Sé de Braga impressiona certamente todos os visitantes, por causa do seu cadeiral em pau-preto e talha dourada, em estilo barroco joanino. Este cadeiral do coro foi concebido pelo mestre entalhador Miguel Francisco da Silva no final da década de 1730.

O Coro Alto da Sé de Braga é composto por duas fileiras de assentos que circundam o espaço, uma cátedra reservada para o arcebispo e uma estante de coro instalada ao centro. Por cima da cátedra, um fabuloso relógio nos mesmos materiais complementa o conjunto.

Órgãos

Os Órgãos da Sé de Braga são dois instrumentos musicais de dimensões monumentais, que foram colocados sobre a nave central da catedral, à altura do Coro Alto. Aliás, sugiro que aproveites a visita ao Coro Alto para admirar todos os seus detalhes decorativos!

Com um elevado valor histórico e artístico, os dois Órgãos ibéricos foram executados na década de 1730, em estilo barroco. As caixas dos Órgãos ficou a cargo do Frei Simão Fontana, ao mesmo tempo que o escultor Marceliano de Araújo foi responsável pela ornamentação.

Capela-Mor

A Capela-Mor da Sé de Braga não é a original, pois foi reconstruída durante o episcopado de D. Diogo de Sousa, a partir de um desenho de João de Castilho – o arquiteto de alguns dos monumentos mais importantes de Portugal, como:

Esculpido em pedra de Ançã (um tipo de pedra calcária originária de Ançã, no município de Cantanhede e distrito de Coimbra), o frontal do altar em estilo gótico flamejante é atribuído ao Mestre Machim. E a imagem de Santa Maria de Braga é igualmente feita em pedra de Ançã.

Túmulo do Infante D. Afonso de Portugal

Antes de saíres da Sé de Braga, não te esqueças de passar pela Torre Sul, onde podes ver o Túmulo do Infante D. Afonso de Portugal. O filho primogénito do rei D. João I e da rainha D. Filipa de Lencastre era o herdeiro presumido ao trono do Reino de Portugal, mas acabou por falecer numa viagem a Braga quando tinha apenas 10 anos.

O Túmulo do Infante D. Afonso de Portugal é uma obra ímpar da arte funerária medieval. Dele, fazem parte a arca tumular e o jacente (ambos do século XV), assim como o baldaquino (do século XVI). A estrutura é feita de madeira, mas foi integralmente coberta por detalhes em cobre dourado e prateado.

Tesouro-Museu da Sé de Braga

O Tesouro-Museu da Sé de Braga está sediado na antiga Casa do Cabido, um edifício do século XVIII contíguo à catedral. E o seu acervo é constituído por artefactos, relíquias e peças de arte sacra colecionadas ao longo de mais de um milénio!

Fundado em 1930, o Tesouro-Museu da Sé de Braga reabiu ao público em 2007, depois de uma campanha de obras de ampliação e requalificação. Hoje, conta com vários pisos e salas, onde estão expostos verdadeiros “tesouros” do Arcebispado de Braga!

É proibido fotografar o Tesouro-Museu da Sé de Braga!

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