Museu Picasso De Barcelona: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

O Museu Picasso de Barcelona é um dos museus de arte mais importantes de Espanha. Inaugurado em 1963 por Jaume Sabartés i Gual, amigo e secretário pessoal de Pablo Picasso, a galeria de arte tornou-se o primeiro museu Picasso do mundo e foi o único fundado enquanto o artista era vivo.

Hoje em dia, o Museu Picasso de Barcelona possui uma coleção com mais de 4200 obras de Pablo Picasso, entre pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, cerâmicas e peças de joalharia. E a sua localização numa rua histórica da Ciutat Vella, faz do Museu Picasso de Barcelona uma das atrações mais visitadas na capital da Catalunha!

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Museu Picasso de Barcelona
Museu Picasso de Barcelona

Breve História do Museu Picasso de Barcelona

Apesar de ter nascido em Málaga, Pablo Ruiz Picasso viveu em Barcelona durante a sua juventude, entre 1895 e 1904. E mesmo depois de se ter mudado para Paris (e, mais tarde, para o sul de França), o artista regressou várias vezes à capital catalã, para visitar familiares e amigos, bem como para doar obras suas à Câmara Municipal de Barcelona.

A ligação de longa data que Pablo Picasso manteve com a cidade de Barcelona foi decisiva quando Jaume Sabartés lhe propôs a criação de um museu dedicado ao seu trabalho. Assim, o local escolhido foi o Palau Aguilar, um palácio em estilo gótico catalão, situado no coração de La Ribera – o bairro onde o artista tinha vivido naqueles nove anos.

Quando o Museu Picasso de Barcelona abriu ao público em 1963, o seu acervo consistia basicamente em obras da coleção particular de Jaume Sabartés e outras doadas pelo artista e pela cidade. Na realidade, ao princípio, a galeria de arte nem sequer se chamava Museu Picasso de Barcelona, mas sim Col·lecció Sabartés!

Tanto Jaume Sabartés como Pablo Picasso continuaram a oferecer obras ao Museu Picasso de Barcelona até à sua morte. A estas, foram-se juntando doações feitas por Jacqueline Roque (a viúva de Pablo Picasso) e por outros artistas e colecionadores – o que levou ao aumento gradual do espaço de exposição, que hoje ocupa cinco mansões:

  • Palau Aguilar
  • Palau del Baró de Castellet
  • Palau Meca
  • Casa Mauri
  • Palau Finestres

O Que Ver no Museu Picasso de Barcelona

O Museu Picasso de Barcelona é composto por mais de duas dezenas salas, a grande maioria dedicada à exposição permanente. E, curiosamente, a coleção principal está distribuída de forma cronológica e/ou temática, por estas salas, corredores e espaços expositivos:

  • Sala 1 – 1890-1895
  • Sala 2 – 1895-1897 Barcelona – Málaga
  • Sala 3 – 1897 Barcelona; 1897-1898 Madrid; 1898-1899 Horta de Sant Joan
  • Salas 4-5 – 1899-1900 Barcelona
  • Salas 6-7 – 1900-1901 Paris
  • Sala 8 – 1901-1904 Época Azul; 1905-1906 Época Rosa
  • Salas 9-10 – 1917 Barcelona
  • Sala 11 – 1920-1939 Gravuras
  • Salas 12-14 – 1957 “Las Meninas” (ou “As Meninas”, em português)
  • Sala 15 – “Els Colomins” (ou “Os Pombos”, em português)
  • Sala 16 – Últimos Anos
  • Sala B1 – Sala Jaume Sabartés
  • Sala B2 – Cerâmica
  • Sala N – Sala Neoclássica
  • Salas A1-A4 – Exposições Temporárias

“Primera Comunió” (Sala 2)

“Primeira Comunhão” (em catalão, “Primera Comunió”) é uma pintura a óleo sobre tela, criada entre janeiro e março de 1896 na cidade de Barcelona. O quadro foi doado ao Museu Picasso de Barcelona pelo próprio Pablo Picasso em 1970.

Pablo Picasso tinha apenas 14 anos quando concluiu esta obra, a sua primeira pintura em grande escala. Naquela altura, o jovem artista recebia instrução do pai (José Ruiz y Blasco, também ele pintor e professor de desenho), ao mesmo tempo que frequentava a conceituada Escola de la Llotja.

As figuras aqui retratadas são inspiradas em familiares e amigos da família de Pablo Picasso. Quando o quadro foi exposto na 3ª Exposição de Belas Artes e Indústrias Artísticas de Barcelona, recebeu muita atenção da imprensa local.

“Ciència i Caritat” (Sala 2)

“Ciência e Caridade” (em catalão, “Ciència i Caritat”) é um quadro a óleo sobre tela, pintado entre janeiro e abril de 1897 na cidade de Barcelona. A pintura é considerada a verdadeira obra-prima da sua juventude e foi doada ao Museu Picasso de Barcelona pelo próprio Pablo Picasso no ano 1970.

“Ciência e Caridade” é o culminar da formação académica de Pablo Picasso, que viria a abandonar as correntes artísticas convencionais pouco tempo depois – neste caso, o realismo social. O ambicioso quadro obteve uma das 125 menções honrosas na 16ª Edição da Exposição Geral de Belas Artes de Madrid.

“L’Espera (Margot)” (Sala 7)

“A Espera (Margot)” (em catalão, “L’Espera (Margot)”) é uma pintura a óleo sobre cartão, criada entre maio e junho de 1901 na cidade de Paris. O quadro é uma contribuição da Câmara Municipal de Barcelona e chegou ao Museu Picasso de Barcelona em 1963.

Em 1901, o negociante de arte Pere Mañach e o crítico de arte Gustave Coquiot organizaram uma exposição na galeria de Ambroise Vollard – o mais renomado negociante de arte daquela época.

Pablo Picasso exibiu alguns desenhos e 64 pinturas nesse evento, entre os quais “A Espera (Margot)”. Muito influenciada por Vincent Van Gogh e Paul Gauguin, a obra retrata uma prostituta ou uma viciada em morfina.

“Natura Morta” (Sala 7)

“Natureza Morta” (em catalão, “Natura Morta”) é um quadro a óleo sobre tela, pintado em 1901 na cidade de Paris. Conhecida como a primeira Natureza-morta de Pablo Picasso, a pintura é uma contribuição da Câmara Municipal de Barcelona e chegou ao Museu Picasso de Barcelona em 1963.

À semelhança de “A Espera (Margot)”, esta obra evidencia bem a paixão de Pablo Picasso pela cor. E certos detalhes de “Natureza Morta” revelam ainda a inspiração noutros artistas – como a falta de perspetiva caraterística de Henri Matisse ou as cores intensas utilizadas por Paul Cézanne.

“La Dona de la Còfia” (Sala 8)

“A Mulher da Touca” (em catalão, “La Dona de la Còfia”) é uma pintura a óleo sobre tela, criada no Outono de 1901 na cidade de Paris. O quadro foi doado ao Museu Picasso de Barcelona por Jacqueline Picasso em 1985.

Depois do suicídio do seu amigo Carles Casagemas, Pablo Picasso começou a pintar telas cada vez mais monocromáticas e de uma profunda intensidade emotiva, reflexo da sua própria dor e tristeza.

O chamado “Período Azul” estendeu-se até 1904 e é um dos mais relevantes da vida e obra do artista. “A Mulher da Touca” é exemplo disso, nem tanto pelos tons azuis, mas mais por retratar uma “vítima da sociedade” – neste caso, uma mulher de Saint-Lazare (uma prisão feminina e hospital de doenças venéreas, situado perto de Montmartre).

“La Senyora Canals” (Sala 8)

“A Senhora Canals” (em catalão, “La Senyora Canals”) é um quadro a óleo e carvão sobre tela, pintado no Outono de 1905 na cidade de Paris. A pintura é uma contribuição da Câmara Municipal de Barcelona e chegou ao Museu Picasso de Barcelona em 1963.

Este retrato de Benedetta Bianco contrasta com “A Mulher da Touca”, pelos seus traços clássicos e paleta de cores mais serena. É também o único exemplar do “Período Rosa” da coleção do museu.

Esta grande fase artística é uma consequência direta da relação entre Pablo Picasso e Fernande Olivier, a sua primeira musa e parceira. Além de começar a pintar com cores mais carnais e sensuais, o artista passou a retratar as mulher da sua vida – ou então personagens do circo!

“Arlequí” (Sala 9)

“Arlequim” (em catalão, “Arlequí”) é uma pintura a óleo sobre tela, criada entre junho e julho de 1917 na cidade de Barcelona. O quadro é uma contribuição da Câmara Municipal de Barcelona e chegou ao Museu Picasso de Barcelona em 1963.

Este retrato de Léonide Massine foi pintado numa altura em que Pablo Picasso produziu tanto obras neoclássicas como cubistas. Ainda assim, prevalece a sua preferência por temas circenses e este “Arlequim” é apenas um dos muitos que concebeu.

O ano 1917 foi marcado pela estreia e digressão de “Parade” de Jean Cocteau, um bailado produzido pelos Ballets Russes de Sergei Diaghilev e que contou com música de Erik Satie e coreografia de Léonide Massine, assim como com cenários e figurinos de Pablo Picasso!

“Las Meninas” (Salas 12-14)

“As Meninas” (em espanhol, “Las Meninas”) é uma série de 58 quadros a óleo sobre tela, pintados entre agosto e dezembro de 1957 na cidade de Cannes. Todas estas pinturas estão expostas no Museu Picasso de Barcelona, após terem sido doadas pelo próprio Pablo Picasso no ano 1968.

Durante os seus anos de estudante, Pablo Picasso teve oportunidade de estudar os grandes mestres da pintura espanhola e europeia. Ora, nesta série, a personalidade escolhida para 44 dos quadros foi Diego Velázquez – ou, mais precisamente, a sua obra-prima homónima “As Meninas” (1656)!

“Las Meninas”
“Las Meninas [Infanta Margarida Maria]”

No seu processo de análise, reinterpretação e recriação, Pablo Picasso alternou cenas de grupo com retratos individuais das meninas imortalizadas por Diego Velázquez. E o resultado é um estudo exaustivo da forma, volume, ritmo, movimento, composição, luz e perspetiva, permitindo destacar-se num período dominado pela arte abstrata.

Por fim, vale a pena referir que o conjunto de obras “As Meninas” inclui ainda 9 pinturas de pombos (expostas numa sala à parte, com o nome “Os Pombos”), 3 paisagens e 2 interpretações livres (apelidadas de “O Piano” e “Jacqueline”).

“Els Colomins” (Sala 15)

“Os Pombos” (em catalão, “Els Colomins”) é um grupo de 9 pinturas a óleo sobre tela, criadas em setembro de 1957 na cidade de Cannes. Como referi anteriormente, todos os quadros estão expostos no Museu Picasso de Barcelona, após terem sido doados por Pablo Picasso em 1968.

Entre os dias 6 e 14 de setembro de 1957, Pablo Picasso interrompeu o seu estudo exaustivo d’ “As Meninas”, para se focar no pombal que tinha na varanda da sua propriedade em Cannes (uma mansão chamada “Villa La Californie”).

É incrível como, em tão pouco tempo, o artista conseguiu finalizar nove obras diferentes, onde as personagens principais são pombos de todos os tipos e cores!

“Pintor Treballant” (Sala 16)

“Pintor Trabalhando” (em catalão, “Pintor Treballant”) é um quadro a óleo e Ripolin sobre tela, pintado em março de 1965 na vila de Mougins. A pintura foi adquirida pelo Museu Picasso de Barcelona em 1968.

Ao longo da sua vida, Pablo Picasso sempre deu muita importância ao papel do artista na sua própria conceção artística. E isso é bastante evidente nas dezenas de autorretratos que realizou e noutras obras em que o criador tem uma especial relevância.

Contudo, é nos últimos anos de vida que Pablo Picasso adota o artista como tema e modelo favoritos. Com quase 85 anos de idade, o mestre desenvolve um estilo muito mais livre e espontâneo, completamente despojado da complexidade que marcou muitas das suas fases artísticas anteriores.

“Jaume Sabartés amb Gorgera i Barret” (Sala B1 ou Sala Jaume Sabartés)

“Jaume Sabartés com Gorgeira e Chapéu” (em catalão, “Jaume Sabartés amb Gorgera i Barret”) é uma pintura a óleo sobre tela, criada em outubro de 1939 na vila de Royan. O quadro foi doado ao Museu Picasso de Barcelona por Jaume Sabartés no ano 1962.

“Jaume Sabartés com Gorgeira e Chapéu” marca o momento em que Jaume Sabartés i Gual consolidou a sua amizade com Pablo Picasso, ao tornar-se o seu secretário pessoal e biógrafo oficial.

Pablo Picasso pintou vários retratos de Jaume Sabartés, embora quase todos estejam associados a fases artísticas distintas. Este é um retrato cómico e irónico, pois foi o próprio Jaume Sabartés quem pediu para que fosse “transformado” num membro da corte de Filipe II de Espanha!

Cerâmicas (Sala B2)

A Sala de Cerâmicas (ou Sala B2) do Museu Picasso de Barcelona acolhe 42 peças de cerâmica, sendo que 41 delas foram doadas por Jacqueline Picasso em 1982. Pablo Picasso conheceu a arte da cerâmica e olaria em 1946 e acabou por criar mais de 3500 peças e objetos, entre pratos, jarros, vasos, esculturas, etc.!

“Mussol” (Cannes, 1961)
“Tres Nus sobre Fons Fosc” (Vallauris, 1948)

Os temas escolhidos para as suas peças de cerâmica não diferem muito dos que abordava nas pinturas, esculturas, desenhos e gravuras: criaturas mitológicas, touradas, formas de animais (em particular, aves e peixes), rostos e figuras humanas, paisagens idílicas, entre outros.

Guia Prático do Museu Picasso de Barcelona

Na minha opinião, a forma mais fácil de chegar ao Museu Picasso de Barcelona é de metro. Para isso, só tens de apanhar a linha L4 até à estação Jaume I e depois andar menos de 300 metros até ao edifício do museu. Outra opção é escolheres a linha L1 e saíres na estação Arc de Triomf. Neste caso, o percurso a pé tem cerca de 900 metros.

1. Escolhe o Dia Certo

O Museu Picasso de Barcelona está aberto de terça-feira a domingo (incluindo feriados), das 10:00 às 18:00, sendo que a bilheteira encerra trinta minutos antes da hora de encerramento. Na verdade, não há muitos museus abertos às segundas-feiras em Barcelona. Algumas exceções são o Museu de Arte Contemporânea, o Museu Marítimo, o Museu do FC Barcelona e o Museu de Cera.

2. Decide entre os Diversos Tipos de Bilhetes

O Museu Picasso de Barcelona disponibiliza diversos tipos de bilhetes, consoante os interesses dos seus visitantes. Por exemplo, o bilhete geral custa 12€ (adultos) ou 7€ (jovens dos 18 aos 25 anos, estudantes universitários e séniores com mais de 65 anos), e dá acesso tanto à coleção permanente como às exposições temporárias.

Se só quiseres visitar a exposição temporária, podes comprar uma entrada por 6.5€ ou 4.5€. Existe ainda um audioguia disponível nos principais idiomas e que custa 5€ – mas eu achei-o excessivamente demorado. Ou então, podes optar pelo “Articket BCN” – um passe único a 35€, para os 6 melhores museus de arte em Barcelona:

DICA: Sabias que a entrada é gratuita para os detentores do Barcelona Card e jovens menores de 18 anos? De qualquer das formas, não te esqueças de confirmar todos os preços e tipos de bilhetes no site oficial do Museu Picasso de Barcelona, antes de fazeres a tua compra!

3.  Planeia um Dia Inteiro na Ciutat Vella

A Cidade Velha (em catalão, Ciutat Vella) é um dos dez distritos administrativos da cidade de Barcelona e, provavelmente, o mais importante. Isto porque compreende todo o centro histórico da capital da Catalunha, já para não falar dos bairros mais turísticos: El Gòtic, El Raval, La Barceloneta e Sant Pere, Santa Caterina i la Ribera!

Portanto, porque não dedicar um dia inteiro a conhecer esta zona histórica da cidade de Barcelona e com um património cultural tão rico? Nas imediações do Museu Picasso de Barcelona, podes visitar dezenas de museus, igrejas, palácios e outros pontos de interesse, como:

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