Fundação Joan Miró: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

A Fundação Joan Miró (em catalão, Fundació Joan Miró) é um dos museus de arte mais importantes da Catalunha. Criada em 1975 pelo próprio Joan Miró e pelo seu amigo Joan Prats, a fundação tornou-se um importante centro de pesquisa e divulgação de arte moderna e contemporânea, oferecendo bolsas de estudo e promovendo o trabalho de artistas dos séculos XX e XXI.

Esta galeria de arte conta um vasto número de obras das coleções privadas dos seus fundadores, entre pinturas, esculturas, têxteis, cerâmicas, desenhos e esboços. E a sua localização na famosa colina de Montjuïc, faz da Fundação Joan Miró uma das atrações mais visitadas em Barcelona!

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Fundação Joan Miró
Fundação Joan Miró

Breve História da Fundação Joan Miró

Em 1968, Joan Miró teve a ideia de criar um espaço inteiramente dedicado à investigação e à exposição de arte moderna e contemporânea. E para materializar este projeto, o artista catalão reuniu alguns dos seus amigos mais próximos que também estavam ligados às artes, como Joan Prats (promotor de arte), Josep Lluis Sert (o arquiteto que desenhou o edifício da Fundação Joan Miró) e Joaquim Gomis (fotógrafo e o primeiro diretor da instituição).

Depois de escolhido o local privilegiado no Parc de Montjuïc, a Fundação Joan Miró abriu ao público no dia 10 de junho de 1975, com dezenas de obras de Joan Miró doadas pelo próprio e por Pilar Juncosa (a sua esposa), Joan Prats e Josep Lluis Sert. Desde então, a coleção continua a crescer, graças aos contributos e empréstimos de vários negociantes e colecionadores de arte.

O Que Ver na Fundação Joan Miró

Como referi na introdução, a grande maioria do acervo da Fundação Joan Miró consiste em obras do seu fundador. No total, o museu conta com 217 pinturas, 178 esculturas, 9 têxtis, 4 cerâmicas, 8000 desenhos e quase toda a obra gráfica de Joan Miró. E estas estão distribuídas por dois andares de salas, corredores e terraços expositivos.

“Retrat d’una vaileta” (Piso 0, Galeria 1)

Este “Retrato de uma menina” data de 1919 e foi doado à Fundação Joan Miró por Joan Prats.

No ano anterior, Joan Miró passou o Verão em Mont-roig del Camp (uma pequena aldeia na província Tarragona), na casa de campo da família.

Inspirado pelo ambiente rural envolvente, o artista começou a redefinir o seu estilo, abandonando a corrente do Fauvismo (que o tinha influenciado anteriormente), enquanto adotava tons mais terrosos e concentrava a sua atenção nos detalhes.

A menina neste retrato a óleo sobre papel sobre tela era a filha dos caseiros e tinha apenas cinco anos quando posou para Joan Miró.

“Autoretrat” (Piso 0, Galeria 1)

Este duplo e sobreposto “Autorretrato” foi realizado a óleo e lápis sobre tela, em dois momentos completamente distintos da vida de Joan Miró.

O primeiro é um desenho a lápis começado em 1937, onde os traços detalhados da face do artista se confundem com símbolos caraterísticos do seu universo pessoal.

Já o segundo data de 1960 e corresponde a uma atualização bastante “radical” do autorretrato original. Desta vez, Joan Miró aplicou pinceladas grossas e arrojadas, que fazem lembrar um graffiti!

Nos anos 1960, Joan Miró voltou a renovar o seu estilo ao simplificar a sua linguagem, por influência do expressionismo abstrato norte-americano.

“Pintura (El guant blanc)” (Piso 0, Galeria 2)

Nesta pintura a óleo sobre tela de 1925, Joan Miró combinou um fundo monocromático em tons de azul com três figuras esquemáticas e de traço quase “infantil”.

“Pintura (A luva branca)” pertence a uma série de obras oníricas e vagas, nas quais o artista renunciou aos detalhes descritivos e eliminou todas as referências espaciais – atributos que tinham marcado os seus quadros anteriores.

Naquela altura, Joan Miró andava a experimentar a estética do movimento surrealista e tinha acabado de conhecer alguns dos seus representantes mais ilustres (incluindo André Breton, autor do “Manifesto Surrealista”), na cidade de Paris.

“L’or de l’atzur” (Piso 0, Galeria 3)

“O ouro do azul” é um dos quadros em acrílico sobre tela, que foram diretamente inspirados pela viagem de Joan Miró ao Japão, no Outono de 1966.

O artista visitou as cidades de Tóquio e Quioto, onde expôs mais de 170 obras suas (entre pinturas, esculturas, cerâmicas e gravuras).

Durante esta viagem à “Terra do Sol Nascente”, Joan Miró conheceu artistas locais e aprofundou o seu conhecimento sobre a cultura oriental – algo que sempre o fascinou.

Nesta pintura de 1967, podes ver um traço baseado na caligrafia oriental, bem como um título cuidadosamente pensado, que mais parece o nome de um poema haiku!

“Home i dona davant d’un munt d’excrements” (Piso 0, Galeria 4)

“Homem e mulher diante de um monte de excrementos” é o mais notável de uma série de quinze quadros, que o próprio Joan Miró apelidou de “pinturas selvagens”.

Os dois protagonistas foram retratados com traços disformes e exagerados, sobretudo no que diz respeito aos membros superiores.

Quanto à paisagem, esta é estéril, sombria e quase “apocalíptica”, numa clara alusão à delicada situação política que se vivia em Espanha.

Joan Miró realizou esta obra em 1935, um ano antes de estalar a Guerra Civil Espanhola. Curiosamente, o ambiente aqui retratado é de angústia, tensão, instabilidade e pessimismo – uma premonição do iminente conflito armado!

“L’étoile matinale” (Piso 0, Galeria 4)

“A estrela matinal” é, provavelmente, a obra-prima mais conhecida de “Constelações” (uma série de vinte e três quadros a guache, óleo e pastel sobre papel, dos quais dez foram feitos na aldeia francesa de Varengeville-sur-Mer, outros dez em Palma de Maiorca e os restantes três em Mont-roig del Camp).

A poucas semanas de começar a Segunda Guerra Mundial, Joan Miró mudou-se com a família para Varengeville-sur-Mer, na Normandia.

Neste seu novo refúgio costeiro, o artista passou por um processo de reclusão e introspeção, que resultou na adoção de um estilo mais suave e poético, cortando com a agressividade das suas “pinturas selvagens”.

Concebida entre janeiro de 1940 e setembro de 1941, a série “Constelações” apresenta símbolos que já eram habituais nas suas obras (como estrelas, pássaros e mulheres). Só que, desta vez, as figuras e manchas de cor preenchem todo o espaço da tela, através de uma complexa teia de linhas!

“Estudi per a un monument ofert a la ciutat de Barcelona (LLuna, sol i una estrella)” (Piso 0, Pátio Norte)

Esta escultura de bronze e cimento pintado é, na verdade, a maqueta de uma figura de 30 metros idealizada para o Parc Cervantes (em Barcelona), que Joan Miró nunca chegou a executar.

O seu nome completo é “Estudo para um monumento oferecido à cidade de Barcelona (Lua, sol e uma estrela)”. No entanto, por razões óbvias, é mais conhecida como “Lua, sol e uma estrela”.

Concebida em 1968, esta é uma das cerca de quinhentas esculturas assinadas pelo artista catalão. Joan Miró começou a experimentar a escultura durante a sua fase surrealista, mas tornou-se mais prolífico nesta arte a três dimensões na década de 1960.

“Tapís de la Fundació” (Piso 0, Galeria 11)

Esta tapeçaria colossal de 7.5 metros de altura e 5 metros de largura foi criada especificamente para este espaço da Fundação Joan Miró, em 1979.

Através da combinação e sobreposição de lã com três tipos de fibras naturais (juta, cânhamo e algodão), o artista projetou uma das suas imagens pictóricas mais caraterísticas – uma mulher a olhar para o céu – mas numa “tela” completamente distinta do habitual.

Joan Miró começou a produzir têxteis no ano de 1972, em colaboração com o artesão catalão Josep Royo. E as suas primeiras experiências em conjunto receberam a alcunha de “sobreteixims”, pois tratavam-se de uma mistura entre pintura, colagem e tapeçaria.

“Couple d’amoureux aux jeux de fleurs d’amandier. Maquette de l’ensemble sculptural de La Défense, Paris” (Piso 0, Galeria 12)

A galeria número doze da Fundação Joan Miró é popularmente chamada de Galeria das Esculturas, devido a um grande número deste tipo de obras de arte que estão aqui expostas.

Datada do ano 1975, “Casal de apaixonados dos jogos de flores de amêndoa. Maquete do conjunto escultural de La Défense, Paris” é uma delas e também a maior, com 3 metros de altura.

Esta peça foi o modelo usado para uma escultura monumental instalada no distrito comercial de La Défense, na capital francesa.

Criada em resina sintética pintada, a escultura apresenta formas orgânicas, texturas variadas e cores garridas.

“La Caresse d’un oiseau” (Piso 1, Terraço)

A última obra de arte imperdível deste guia sobre a Fundação Joan Miró chama-se “A Carícia de um pássaro” e está situada no terraço da cobertura do museu. Pode não parecer, mas esta peça de 1967 é uma representação humorística e poética de uma espécie de “totem da deusa da fertilidade”.

Tal como outras das suas esculturas, Joan Miró criou esta figura recorrendo a “objets trouvés” (literalmente, “objetos encontrados”) – um conceito muito defendido pelo movimento dadá. Aqui, utensílios banais do quotidiano como um chapéu de palha ou uma tábua de passar a ferro, foram pintados de bronze e convertidos numa obra-prima!

Guia Prático da Fundação Joan Miró

Na minha opinião, a forma mais fácil de chegar à Fundação Joan Miró é de metro. Para isso, só tens de apanhar as linhas L1 ou L3 até à estação Plaça d’Espanya e depois andar cerca de 1,5 km até ao edifício do museu. Este percurso a pé demora perto de 25 minutos, o que pode parecer um pouco demorado à primeira vez. Mas os monumentos que vais ver pelo caminho são mesmo fotogénicos!

1. Escolhe o Dia Certo

A Fundação Joan Miró está aberta de terça-feira a domingo, das 10:00 às 18:00 (de novembro a março) ou das 10:00 às 19:00 (de abril a outubro), sendo que a bilheteira encerra trinta minutos antes da hora de encerramento. Ou seja, deves evitar visitar o Parc de Montjuïc às segundas-feiras, porque a Fundação Joan Miró e o Museu Nacional de Arte da Catalunha estão fechados!

2. Decide entre os Diversos Tipos de Bilhetes

A Fundação Joan Miró disponibiliza diversos tipos de bilhetes, consoante os interesses dos seus visitantes. Por exemplo, o bilhete geral custa 13€ (tarifa normal) ou 7€ (tarifa reduzida para estudantes dos 15 aos 30 anos e séniores com mais de 65 anos), e dá acesso tanto à coleção de Joan Miró como à exposição temporária.

Se só quiseres visitar a exposição temporária, podes comprar uma entrada por 7€ ou 5€. Existe ainda um bilhete específico para o “Espai 13” (um espaço destinado à promoção de novos talentos), que custa 3€ ou 2€. Ou então, podes optar pelo “Articket BCN” – um passe único a 35€, para os 6 melhores museus de arte em Barcelona:

DICA: Sabias que a entrada é gratuita para os detentores do Barcelona Card e crianças menores de 15 anos? De qualquer das formas, não te esqueças de confirmar todos os preços e tipos de bilhetes no site oficial da Fundação Joan Miró, antes de fazeres a tua compra!

3. Planeia um Dia Inteiro em Montjuïc

A colina de Montjuïc ficou mundialmente conhecida por ter sido palco da Exposição Internacional de Barcelona de 1929 e dos Jogos Olímpicos de Verão de 1992. Por isso, porque não dedicar um dia inteiro a conhecer esta zona histórica com um património cultural tão rico? Nas imediações da Fundação Joan Miró, podes visitar dezenas de museus, monumentos, jardins e outros pontos de interesse, como:

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