Acrópole De Atenas: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

A Acrópole de Atenas é, certamente, um dos locais mais importantes na história da civilização ocidental. Em primeiro lugar, o termo acrópole significa “cidade alta” em grego antigo, evocando as narrativas e personagens da mitologia desta nação. E apesar de existirem outras acrópoles espalhadas pela Grécia, a Acrópole de Atenas tem um significado ímpar, sendo a mais famosa do mundo.

Esta antiga cidadela está localizada num planalto rochoso no coração de Atenas, destacando-se claramente da cidade moderna, a 150 metros acima do nível do mar. Aqui podes encontrar ruínas e vestígios de diversos edifícios clássicos, cujo valor histórico e arquitetónico é definitivamente indiscutível.

Por isso, queres saber mais sobre a Acrópole De Atenas: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023? Continua a ler!

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Acrópole de Atenas
Acrópole de Atenas

Breve História da Acrópole de Atenas

A história da Acrópole de Atenas é quase tão antiga como a própria história do mundo ocidental, pois remonta ao período Neolítico. Embora existam habitações documentadas na região da Ática datando de 6000 a.C. (Neolítico Antigo), os artefactos encontrados no local referem-se ao Neolítico Médio. Fora isso, recuperaram-se vestígios de um mégaro, uma espécie de “grande salão” existente nos palácios da Civilização Micénica (1600-1100 a.C.), ou seja, a última fase da Idade do Bronze na Grécia Antiga.

Séculos depois, a cidade de Atenas foi reformulada por Péricles, num período histórico que se tornaria conhecido como o “Século de Péricles” ou a “Idade de Ouro de Atenas”. Foi graças a este político e general que foram construídos na Acrópole de Atenas edifícios como o Partenon, o Erecteion ou o Templo de Atena Nice.

Uma vez que cada um destes monumentos tem a sua própria história, podes continuar a ler este artigo para conheceres mais detalhes sobre cada um. Apesar disso, eu vou apenas mencionar os seis principais, uma vez que a Acrópole de Atenas é constituída por mais de cem pontos de interesse!

Património Mundial

Sabias que a Acrópole de Atenas fez parte do segundo conjunto de inscrições da Grécia na Lista de Património Mundial da UNESCO? Esta 11ª sessão do Comité de Património Mundial realizou-se em Paris (França), entre os dias 7 e 11 de dezembro de 1987.

Apenas um outro sítio grego foi anunciado na sessão: o Sítio Arqueológico de Delfos.

Hoje em dia, a Grécia é o décimo-sétimo país do mundo e o oitavo da Europa com mais sítios UNESCO, logo depois de Itália, Alemanha, França, Espanha Reino Unido, Rússia e Turquia. Possui dezoito bens patrimoniais (tanto culturais, como naturais) inscritos na lista mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Como Chegar à Acrópole de Atenas

Os principais vestígios arqueológicos da Acrópole de Atenas compreendem várias dezenas de monumentos. Por essa razão, eis uma lista de todos os pontos de interesse que consegui identificar durante a minha visita:

  1. Pedestal de Agripa
  2. Propileu
  3. Templo de Atena Nice
  4. Erecteion
  5. Partenon
  6. Altar de Atena Hígia e Hígia
  7. Antigo Templo de Atena
  8. Estátua de Atena Promacos
  9. Santuário de Ártemis Braurónia
  10. Calcoteca
  11. Pandrósio
  12. Templo de Roma e Augusto

ENCOSTA NORTE DA ACRÓPOLE DE ATENAS

  1. Peripatos (estrada que circunda as encostas da Acrópole)
  2. Caminho Panatenaico
  3. Cavernas Sagradas (de Apolo, Zeus Olímpico e Pã)
  4. Nascente de Klepsidra (com uma Fonte e um Pátio pavimentado)
  5. Igreja de São Nicolau
  6. Santuário de Afrodite e Eros
  7. Fonte Micénica

ENCOSTA SUL DA ACRÓPOLE DE ATENAS

  1. Odeão de Herodes Ático
  2. Teatro de Dioniso Eleutério
  3. Santuário de Dioniso Eleutério (que incluía um Propileu, Templo Arcaico, Templo Tardio, Altar, Estoa Dórico e um Períbolo)
  4. Capela de Santa Parasqueva (uma mártir cristã do século II)
  5. Estoa de Eumenes
  6. Odeão de Péricles

Como podes ver, existe muita coisa para visitar na Acrópole de Atenas, pelo que deves bem planear o teu tempo! Por exemplo, eu dediquei quatro horas de uma manhã neste sítio do Património Mundial da UNESCO e, depois do almoço, continuei o meu dia no Museu da Acrópole.

Horários de Abertura & Preços de Bilhetes

A Acrópole de Atenas está aberta todos os dias, das 08:00 às 18:00, sendo que a última admissão acontece às 17:30. E embora não tenha uma dia de encerramento semanal como a maioria dos museus e monumentos, este sítio arqueológico está fechado a 1 de janeiro, 25 de março (Dia da Independência da Grécia), domingo de Páscoa, 1 de maio e nos dias 25 e 26 de dezembro.

Quando aos bilhetes, estes custam 12€ (tarifa normal) ou 10€ (tarifa reduzida). Existe ainda um bilhete combinado a 30€, que é válido durante 5 dias e inclui a entrada em sete locais diferentes:

  1. Acrópole de Atenas
  2. Ágora Antiga de Atenas
  3. Ágora Romana
  4. Biblioteca de Adriano
  5. Sítio Arqueológico de Kerameikos
  6. Sítio Arqueológico do Liceu de Aristóteles
  7. Templo de Zeus Olímpico

Podes comprar entradas para museus, monumentos e sítios arqueológicos da Grécia na bilheteira online do Ministério da Cultura e dos Desportos grego. Mas também há datas em que o acesso é gratuito, como nos dias:

  • 6 de março (Dia de Melina Mercouri)
  • 18 de abril (Dia Internacional dos Monumentos)
  • 18 de maio (Dia Internacional dos Museus)
  • Último fim de semana de setembro (Dias do Património Europeu)
  • 28 de outubro (Dia de Ohi, ou Dia do Não)
  • Primeiro domingo do mês, entre novembro e março

O Que Ver na Acrópole de Atenas

Odeão de Herodes Ático

Herodes Ático foi um importante político e retórico grego durante o Império Romano. Descendente de uma família abastada, ficou também conhecido pelo seu mecenato, financiando inúmeras obras públicas (teatros, termas, estádios, aquedutos, etc.), tanto em cidades gregas como na atual Itália.

O Odeão de Herodes Ático, a caminho da Acrópole de Atenas foi doado à cidade de Atenas em memória da sua esposa Regilla. Construído entre 160-169 d.C., era usado tanto para eventos musicais, como para palestras filosóficas – afinal, um “odeão” é um pequeno anfiteatro grego.

Contudo, na Roma Antiga, as arquibancadas dos teatros tinham um nome diferente: cáveas. Neste caso, a cávea semicircular tinha 39 filas de lugares em mármore, que acolhiam até 6000 pessoas. Na Antiguidade Clássica, a classe social dos espetadores ditava a localização dos respetivos assentos em eventos. Enquanto as filas inferiores eram reservadas à alta sociedade, as secções média e superior destinavam-se ao público em geral, distinguindo homens de mulheres e crianças.

Posto isto, existia ainda uma “orquestra” pavimentada a mármore e um proscénio com chão de madeira. Quanto ao palco, tinha um piso luxuoso de mosaico e paredes externas que são das secções menos conservadas de todo o monumento. O mesmo acontece com o antigo teto em madeira de cedro, que já não é possível sequer visualizar.

O Odeão de Herodes Ático estava ligado ao Tearo de Dioniso Eleutério através da Estoa de Eumenes, um pórtico que servia de passagem à população. Em 267 d.C., o Odeão foi destruído pelos Hérulos, um povo germânico que invadiu o Império Romano. Posteriormente, integrou a muralha fortificada da encosta da Acrópole de Atenas, sobrevivendo a demolições e pilhagens ao longo dos séculos.

No século XIX, depois das escavações lideradas pelo arqueólogo grego Kyriakos Pittakis, o monumento foi requalificado e a partir dos anos 1930, voltou a ser usado para eventos musicais e performances teatrais.

Propileu

O Propileu era a entrada monumental para a Acrópole de Atenas, localizada na extremidade oeste do planalto. Com Mnésicles como seu arquiteto – o alegado autor do Erecteion – a construção do Propileu começou em 437 a.C., mas foi interrompida cinco anos depois, com a eclosão da Guerra do Peloponeso. Como resultado, o projeto original nunca foi concluído.

Em resumo, o Propileu é constituído por duas fachadas dóricas, decoradas com seis colunas e um frontão, que não resistiu à passagem do tempo. O edifício central era dividido em duas partes por uma parede transversal com cinco portas.

Anteriormente, existiam corredores de colunatas jónicas, tetos em mármore ricamente decorados com pinturas, um salão recreativo na ala norte e um alpendre na ala sul, que ligava o Propileu ao Templo de Atena Nice.

Esta última ala foi transformada numa basílica cristã no século VI d.C. e, na Idade Média, os governadores francos e florentinos converteram o edifício inteiro num palácio, com uma nova torre a sul. Em 1640, durante a ocupação do Império Otomano, a pólvora armazenada no Propileu explodiu, destruindo praticamente todo o monumento. Com as escavações arqueológicas da Acrópole de Atenas durante o século XIX, as reformulações medievais e tardias do Propileu foram removidas, com o intuito de revelar a sua construção clássica original.

Templo de Atena Nice

O Templo de Atena Nice (ou Nike), em mármore pentélico, é dedicado à padroeira da cidade, que ofereceu aos atenienses vitórias em muitas batalhas. Construído entre 427-424 a.C., no topo do bastião íngreme que guardava a extremidade sudoeste da Acrópole de Atenas, ocupa uma posição destacada à direita do Propileu.

Nike era a personificação divina da vitória, da força e da velocidade e, geralmente, era representada por uma mulher alada. A deusa Atena era adorada dessa forma pelos cidadãos atenienses, por ser vitoriosa na guerra.

O Templo de Atena Nice foi erigido no local de um antigo templo, que abrigava uma estátua de madeira em honra da deusa. É o primeiro templo totalmente jónico da Acrópole de Atenas e, posteriormente, foi acrescentada uma balaustrada decorada com representações em relevo da divindade. Já o friso superior do templo retrata batalhas entre guerreiros gregos e outros povos, se bem que o lado leste representa a ágora (“assembleia”) dos deuses do Olimpo.

Erecteion

Segundo fontes literárias tardias, o nome Erecteion surgiu de Erecteu, o mítico rei de Atenas. A sua construção começou algures entre 431 a.C. (logo antes da Guerra do Peloponeso) – e 421 a.C., com o Tratado de Paz de Nícias.

Assim, este templo de ordem jónica ficou concluído em 406 a.C., com uma parede interior dividindo o monumento em dois. Um dos lados era dedicado a Atenas Polias, com um “xoanon” (uma imagem de culto arcaica feita de madeira) no centro.

Contudo, o restante espaço repartia-se em três secções, uma para cada culto: aos deuses Poseidon Erecteu e Hefesto, e ao herói grego Butes. Na fachada norte, podes ainda observar um alpendre magnífico com seis colunas iónicas.

Ainda assim, a parte mais conhecida do Erecteion é a sua varanda com seis estátuas de jovens mulheres, as famosas Cariátides. Estas figuras femininas em mármore esculpido serviram de colunas em vários templos da Grécia Antiga, se bem que as do Erecteion são as únicas com fama mundial. Hoje em dia, podes encontrar cinco das estátuas originais no Museu da Acrópole (em Atenas) e a última no British Museum (em Londres).

Partenon

O Partenon é um templo de ordem dórica dedicado a Atena Partenos (Atena Virgem), bem como o monumento mais relevante da Acrópole de Atenas. Os arquitetos responsáveis foram Ictinos e Calícrates, enquanto que a ornamentação ficou a cargo do escultor Fídias. Este último colaborou com outros artistas na decoração do templo, tendo ainda criado uma estátua de Atena com a técnica escultural de ouro e marfim chamada criselefantino.

A construção decorreu entre 447 e 438 a.C., mas o projeto só ficou inteiramente concluído em 432 a.C.. Durante os séculos seguintes, foram acrescentados detalhes nas arquitraves das fachadas, sobretudo os escudos de bronze de Alexandre o Grande (ca. 334 a.C.) e as letras em bronze em honra do Imperador Romano Nero (61 d.C.).

Tal como aconteceu com o Odeão de Herodes Ático, o Partenon foi destruído pelos Hérulos entre os séculos III e IV d.C. e, no século VI, converteu-se numa igreja dedicada à “Santa Sabedoria”. Este novo período cristão marcou as eras seguintes do Partenon, que passou a local de culto à Panagia Athiniotissa (Virgem Maria) no século XI e a Igreja Católica de Notre Dame em 1204.

Porém, quando Atenas foi conquistada pelo Império Otomano em 1458, o Partenon tornou-se uma mesquita e, mais tarde, um depósito de pólvora.

Desde aí, este magnífico monumento sofreu inúmeras pilhagens e destruições. Em 1628, durante o cerco da Acrópole de Atenas pelas tropas do general veneziano Francesco Morosini, uma bola de canhão desmoronou o telhado do templo e partes das suas esculturas.

Mas os danos mais graves aconteceram entre 1801-1802 quando Thomas Bruce, o 7º Conde de Elgin e Embaixador Inglês em Constantinopla saqueou grande parte dos mármores do Partenon e de outros edifícios da Acrópole. Só para exemplificar, foram removidos e transportados para Inglaterra 19 esculturas pedimentais, 15 métopas e relevos de 56 blocos grosseiramente serrados do friso. Estes saques ficaram popularmente conhecidos como os “Mármores de Elgin” e estão hoje dispostos no British Museum, em Londres.

Teatro de Dioniso Eleutério

Este antigo teatro situa-se na encosta sul da Acrópole de Atenas e integra o Santuário de Dioniso Eleutério. Antes de mais nada, o Teatro de Dioniso foi o teatro mais importante de toda a Grécia Antiga e o berço da tragédia e do teatro ocidental. Além disso, a sua arquitetura serviu de protótipo para os futuros teatros da Antiguidade Clássica e foi palco de estreias das famosas obras de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes e Aristófanes.

Dioniso era o deus grego do vinho, das festas, da alegria e do teatro e o equivalente ao deus Baco na mitologia romana. Todas as primaveras celebrava-se em Atenas um festival em honra do deus, com apresentações dramáticas, cânticos, danças, procissões, rituais e até sacríficios.

A construção do teatro iniciou-se no século V a.C., com a criação da orquestra, um terraço circular em terra batida, com um altar no centro. Naquela altura, os espetadores sentavam-se na colina, antes de serem acrescentadas arquibancadas em madeira no ano 410 a.C.. As arquibancadas de pedra existentes surgiram por volta de 330 a.C., assim como um novo palco e orquestra em mármore. Só para ilustrar, estas filas de assentos eram capazes de acomodar até 17 mil pessoas!

Se por um lado, o Teatro de Dioniso Eleutério continuou a ser utilizado e renovado durante o Império Romano (27 a.C. – 395 d.C.), por outro lado entrou em profunda decadência desde a época bizantina até ao século XVIII. Logo após ter sido redescoberto em 1765, começou uma profunda restauração arqueológica nas décadas seguintes, sob a direção do arquiteto e arqueólogo alemão Wilhelm Dörpfeld.

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