Museu Nacional De Machado De Castro: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

O Museu Nacional De Machado de Castro é um dos maiores e mais importantes museus de belas-artes em Portugal. Instalado no edifício do antigo Paço Episcopal de Coimbra, o museu integra a área listada como Património Mundial em 2013!

A coleção do Museu Nacional De Machado de Castro inclui exemplos notáveis de escultura, pintura e artes decorativas. Aliás, o próprio museu recebeu o nome de Joaquim Machado de Castro, um dos mais proeminentes escultores portugueses (e europeus) no século XVIII e início do século XIX!

Por isso, queres saber mais sobre o Museu Nacional De Machado De Castro: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023? Continua a ler!

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Museu Nacional Machado de Castro
Museu Nacional Machado de Castro

Breve História do Museu Nacional De Machado de Castro

O Museu Nacional de Machado de Castro abriu ao público no dia 11 de outubro de 1913, embora tenha sido fundado dois anos antes. Originalmente classificado como museu regional, foi elevado à categoria de museu nacional em 1965 pelo Estado Português.

Como referi anteriormente, o Museu Nacional de Machado de Castro ocupa o antigo Paço Episcopal. Em 2006, encerrou para obras de requalificação e ampliação, que incluíram a construção de um novo edifício projetado por Gonçalo Byrne. Seis anos depois, o museu reabriu a 11 de dezembro de 2012.

Património Mundial

Sabias que o Museu Nacional de Machado de Castro (e a Universidade de Coimbra – Alta e Sofia) fez parte do décimo-primeiro conjunto de inscrições de Portugal na Lista do Património Mundial da UNESCO? Esta 37ª sessão do Comité de Património Mundial realizou-se em Phnom Penh (Camboja), entre os dias 16 e 27 de junho de 2013.

Hoje em dia, Portugal é o décimo-oitavo país do mundo e o nono país da Europa com mais sítios UNESCO, empatado com a Polónia. Possui dezassete bens patrimoniais (tanto culturais, como naturais) inscritos na lista mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura!

Entretanto, já tive a oportunidade de visitar catorze:

Como Chegar ao Museu Nacional de Machado de Castro

Independentemente da zona de Coimbra onde estejas, é muito fácil chegar ao Museu Nacional de Machado de Castro. Isto porque o museu fica em plena Universidade de Coimbra, que por sua vez é servida por transportes públicos!

Horários de Abertura & Preços de Bilhetes

O Museu Nacional de Machado de Castro está aberto de terça-feira a domingo, das 10:00 às 18:00, sendo que a última entrada acontece às 17:30. Além das segundas-feiras, o museu está encerra nos dias 1 de janeiro, domingo de Páscoa, 1 de maio, 4 de julho (Dia de Santa Isabel) e 25 de dezembro.

No que diz respeito a bilhetes, estes custam 6€ (tarifa normal) ou 3€ (tarifa reduzida para detentores de Cartão Jovem ou Cartão de Estudante, e maiores de 65 anos), enquanto que as crianças até aos 12 anos não pagam entrada.

DICA: Tal como os restantes monumentos e museus geridos pela Direção-Geral do Património Cultural, o Museu Nacional de Machado de Castro é grátis aos domingos até às 14:00, para todos os residentes em Portugal!

O Que Ver no Museu Nacional de Machado de Castro

Criptopórtico (Pisos -2 e -1)

Sabias que o Criptopórtico do Museu Nacional de Machado de Castro é o maior edifício romano preservado em Portugal? Datado de meados do século I d.C., este Criptopórtico foi construído para sustentar o Fórum de Emínio (ou Forum Aeminium, em latim).

A cidade de Emínio foi fundada pelo Imperador Augusto e corresponde à atual cidade de Coimbra. E o Fórum de Emínio era o centro administrativo, cívico, político e religioso da cidade romana. Daí a importância deste Criptopórtico de dois andares de galerias abobadadas!

“A Última Ceia de Cristo”, de Hodart Vyryo (Piso -1)

“A Última Ceia de Cristo” é um conjunto escultórico em terracota criado por Hodart Vyryo entre 1530 e 1534, para o refeitório do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra. Ora, Hodart Vyryo foi um escultor de ascendência francesa, que esteve ativo em Portugal e Espanha no século XVI.

Em termos estilísticos, o seu trabalho insere-se na transição para a arte renascentista. E “A Última Ceia de Cristo” é considerada uma das obras-primas da escultura europeia deste período, pelo tratamento realista dado às figuras de Jesus Cristo e dos doze Apóstolos!

Claustro de São João de Almedina (Piso 0)

A Igreja de São João de Almedina era uma das estruturas que fazia parte do conjunto do Paço Episcopal de Coimbra – onde o Museu Nacional de Machado de Castro está sediado. E este Claustro de São João de Almedina é um testemunho do primeiro templo católico aqui construído.

Apesar de não ter sido conservado na íntegra, o Claustro de São João de Almedina é um exemplo raro da chamada primeira fase da arquitetura românica portuguesa. Ainda assim, a data da sua projeção não é consensual: alguns historiadores sugerem 1125-1130; outros defendem os finais do século XI.

“Cristo Negro” (Piso 0)

O “Cristo Negro” é uma escultura de autor desconhecido, datada do século XIV e proveniente do Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra. O seu nome é uma alusão ao aspeto enegrecido com que a imagem ficou antes do último restauro a que foi sujeita e que lhe devolveu uma cor mais próxima da original.

Concebida em madeira policromada, o “Cristo Negro” é considerada uma das obras mais importantes da escultura medieval portuguesa. Por essa razão, é vista como uma das peças mais emblemáticas do acervo do Museu Nacional de Machado de Castro!

Capela do Tesoureiro (Piso 0)

A Capela do Tesoureiro foi desenhada entre 1553 e 1564 por João de Ruão, para integrar a abside da capela-mor da igreja do Convento de São Domingos em Coimbra, hoje desaparecido. Dedicada a Nossa Senhora da Assunção, é uma obra maneirista decorada com imagens dos Evangelistas e dos Apóstolos.

Na década de 1960, decidiu-se proceder à desmontagem, transporte e reconstituição da Capela do Tesoureiro no pátio interior do Museu Nacional de Machado de Castro. E, de forma a assegurar a sua exigente preservação, este mesmo pátio acabou por ser coberto na sua totalidade!

“Senhora da Rosa” (Piso 1)

A “Senhora da Rosa” é uma pintura a têmpera sobre madeira de castanho, criada durante o reinado de D. Afonso V (1438-1481) – mais precisamente entre 1425 e 1450. Igualmente apelidada de “Senhora da Cadeira”, não se conhece o seu autor nem a sua origem.

A “Senhora da Rosa” esteve no Colégio de São Jerónimo em Coimbra até entrar para a coleção do Museu Nacional de Machado de Castro. O seu estilo insere-se no gótico do início do século XV, como denota a ausência de perspetiva, uso de cores primárias e contornos bem definidos.

Coche de D. Francisco de Lemos (Piso 1)

Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho foi um padre católico, jurista e político português. Nascido no Brasil colonial, foi Bispo de Coimbra durante mais de quatro décadas (entre 1779 e 1822), bem como o Reitor da Universidade de Coimbra que mais tempo esteve no cargo (31 anos: de 1770 a 1779 e de 1799 a 1821)!

O Coche de D. Francisco de Lemos em exposição no Museu Nacional de Castro é, na verdade, uma berlinda. E podia muito bem estar no Museu Nacional dos Coches – se D. Francisco de Lemos não tivesse sido uma figura de renome tão grande na cidade de Coimbra!

“O Tesouro da Rainha Santa Isabel” (Piso 2)

“O Tesouro da Rainha Santa Isabel” é uma exposição temporária que eu tive a oportunidade de descobrir quando visitei o Museu Nacional de Machado de Castro em setembro de 2022. Este projeto foi inicialmente apresentado no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa.

Desta exposição, fazem parte peças de ourivesaria do acervo do Museu Nacional de Machado de Castro – que pertenceram à rainha D. Isabel de Aragão, a esposa do rei D. Dinis – assim como um bordão de peregrina, um retrato e um manuscrito iluminado.

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