Castro De Monte Mozinho: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

Sabias que o Castro de Monte Mozinho é o maior castro romano da Península Ibérica? Também chamado de “Cidade Morta de Penafiel”, este conjunto de ruínas tem cerca de 20 hectares e localiza-se a menos de 10 km de Penafiel!

O Castro de Monte Mozinho foi fundado entre o final do século I a.C. e o início do século I d.C., tendo sido ocupado até ao século V. A mais de 400 metros de altitude, era constituído por habitações familiares e estruturas de apoio à vida quotidiana, como fornos de pedra e abrigos para animais!

Grande parte dos artefactos encontrados durante as escavações arqueológicas estão expostos no Museu Municipal de Penafiel e incluem joias, moedas, cerâmicas e estátuas!

Por isso, queres saber mais sobre o Castro De Monte Mozinho: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023? Continua a ler!

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Castro de Monte Mozinho
Castro de Monte Mozinho

Breve História do Castro de Monte Mozinho

Como referi na introdução, o Castro de Monte Mozinho foi construído durante a ocupação romana da Península Ibérica. Fortificado com duas linhas de muralhas, este antigo povoado apresenta tanto habitações castrejas (de planta circular) como casas romanas (de planta retangular ou quadrada).

As escavações arqueológicas no Castro de Monte Mozinho começaram em 1943, mas pararam pouco tempo depois e só foram retomadas em 1974. Hoje em dia, o Castro de Monte Mozinho é um núcleo dependente do Museu Municipal de Penafiel e faz parte da Rede de Castros do Noroeste Peninsular.

Como Chegar ao Castro de Monte Mozinho

Infelizmente, a única forma de chegar ao Castro de Monte Mozinho é de carro (ou de táxi). Portanto, a minha recomendação é que visites Penafiel numa day trip desde o Porto ou então numa road trip pelo distrito do Porto (ou até pela sub-região do Tâmega e Sousa).

Nesse caso, podes aproveitar para descobrir algumas cidades e vilas nas redondezas: Paredes (a 5 km), Lousada (a 10 km), Marco de Canaveses (a 18 km), Paços de Ferreira (a 19 km), Castelo de Paiva (a 21 km), Felgueiras (a 24 km), Amarante (a 26 km), Valongo (a 26 km), Santo Tirso (a 33 km), Gondomar (a 34 km) e Baião (a 36 km).

Horários de Abertura & Preços de Bilhetes

O Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho está aberto de segunda a sexta-feira, das 09:30 às 13:00 e das 14:00 às 17:30, e aos sábados, das 10:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00 (de maio a setembro); ou de segunda-feira a sábado, das 09:30 às 13:00 e das 13:30 às 17:00 (de outubro a abril).

Além dos domingos e feriados, o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho encerra nos feriados de 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro. Ainda assim, é importante esclarecer que o próprio Castro de Monte Mozinho é de livre acesso!

O Que Ver no Castro de Monte Mozinho

Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho

Inaugurado em 2004, o Centro Interpretativo do Castro de Monte Mozinho é um excelente ponto de partida numa visita ao Castro de Monte Mozinho, para compreender melhor o contexto histórico deste sítio arqueológico – que foi classificado como Imóvel de Interesse Público em 1948!

Neste pequeno museu de arqueologia, é possível descobrir uma exposição itinerante com uma série de painéis informativos sobre o Castro de Monte Mozinho. A estes, junta-se um grupo de artefactos descobertos nas escavações arqueológicos, como cerâmicas de tradição castreja.

Necrópole de Inumação

Esta Necrópole de Inumação data dos séculos IV-V d.C. e está situada a uma distância considerável do complexo central do Castro de Monte Mozinho. Tal prática era bastante comum entre os romanos e outros antes deles (sobretudo os gregos e os egípcios).

De uma vasta área de cemitério com diversos enterramentos, sobressai uma única sepultura emoldurada em pedra e telha. Nela foi colocado um caixão em madeira, assim como várias oferendas para o Além – nomeadamente comida e bebidas em recipientes de cerâmica.

Poço

Depois de visitares a Necrópole de Inumação e antes de chegares ao “coração” do Castro de Monte Mozinho, é muito provável que vás passar pelo Poço sem te aperceberes de que se trata de um Poço. Portanto, presta atenção a todos os amontoados de pedra que encontrares!

Com mais de oito metros de profundidade, este Poço ainda conserva na pedra os cortes onde se fixava a estrutura de madeira, que permitia retirar a água para abastecer as casas e lojas. Tal como a Necrópole de Inumação, o Poço do Castro de Monte Mozinho foi projetado nos séculos IV-V d.C..

Casa Romana com Forja

E eis que chegamos finalmente à parte habitada do Castro de Monte Mozinho, onde se pode ter uma vista geral do povoado. Esta Casa Romana com Forja é a primeira que vais ver de uma sucessão de edifícios tardo-romanos espalhados por toda a encosta.

Erigida nos séculos III-IV d.C., no chamado Baixo Império Romano, esta Casa Romana com Forja tem a particularidade de incluir uma oficina de ferreiro virada para a rua principal. Naquela época, a profissão de ferreiro era uma das mais essenciais à vida em comunidade – daí a necessidade do Castro de Monte Mozinho ter o seu próprio ferreiro e forja.

Base de Monumento Romano

A poucos passos da porta principal da muralha que protegia o Castro de Monte Mozinho, existia um monumento romano datado do final do século I d.C.. Curiosamente, esta zona não tinha casas nessa altura, cujas ruínas consegues ver agora na fotografia.

No entanto, a Base de Monumento Romano não foi tudo o que se conseguiu preservar desta estrutura de pedra. Parte das colunas que o formavam, bem como do conjunto escultórico que decorava o seu interior estão expostos no Museu Municipal de Penafiel!

Muralha Exterior & Porta de Entrada

Pode ser difícil imaginar, mas a Porta de Entrada do Castro de Monte Mozinho era originalmente ladeada por dois torreões. Estes eram acessíveis por rampas – bem percetíveis na segunda fotografia – e permitiam abrir ou fechar a porta em guilhotina de madeira.

Havia mais rampas ao longo da Muralha Exterior, além de múltiplos esgotos. E no topo destas duas torres, pensa-se que estariam duas estátuas de guerreiros galaicos, em posição dominante sobre a encosta. Na verdade, uma delas pode ser admirada no Museu Municipal de Penafiel!

Casas Castrejas

A grande maioria das Casas Castrejas dispersas pelo Castro de Monte Mozinho foram executadas entre o final do século I a.C. e o século I d.C.. Também apelidadas de “casas-pátio”, são facilmente reconhecidas pela sua planta circular.

De uma maneira geral, cada Casa Castreja incluía um ou mais edifícios de planta circular, com vestíbulos destinados à habitação. A estes juntavam-se os anexos, que podiam servir quer para acolher os animais, quer para armazenar e colheitas e instrumentos agrícolas.

Casas Romanas

As Casas Romanas do Castro de Monte Mozinho foram construídas a partir do final do século I d.C., sobre as fundações de Casas Castrejas anteriores a este período. Distinguem-se claramente das primeiras pela ausência de estruturas circulares, dando-se preferência à planta quadrada e retangular.

Outra das caraterísticas da Casa Romana é a presença de diferentes edifícios, cada um com uma função muito específica. Ainda assim, todos eles eram voltados para um corredor central e ao ar livre, com pavimento coberto de lajes. E este tinha acesso direto para uma das ruas principais do povoado.

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