Rijksmuseum Amesterdão: Melhores Dicas Para Visitar Em 2024

O Rijksmuseum Amesterdão (ou seja, Museu do Estado em neerlandês) é um museu nacional de arte na cidade de Amesterdão, Países Baixos. Localizado na Museumplein – uma praça pública que alberga similarmente o Museu Van Gogh e o Museu Stedelijk – possui uma vasta coleção de pinturas da Gouden Eeuw, a Idade de Ouro Neerlandesa (1584-1702).

O acervo do museu tem em exposição permanente à volta de 8000 objetos entre pinturas, gravuras, desenhos, fotografias, porcelanas, móveis, joias, armas e outros. Os mais de 30.000 metros quadrados de superfície tornam-no ainda no maior museu dos Países Baixos e num dos mais visitados do país.

Neste guia completo, poderás encontrar obras de arte imperdíveis, informações relativas a horários de abertura e preços de bilhetes, bem como as melhores dicas e sugestões sobre o Rijksmuseum Amesterdão.

Por isso, queres saber mais sobre o Rijksmuseum Amesterdão: Melhores Dicas Para Visitar Em 2024? Continua a ler!

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Rijksmuseum Amesterdão
Rijksmuseum Amesterdão

Breve História do Rijksmuseum Amesterdão

O Rijksmuseum Amesterdão foi fundado a 19 de novembro de 1798 em Haia, para exibir a coleção do primeiro-ministro, à semelhança do Museu do Louvre. Oito anos depois, o rei Luís I ordenou a sua transferência para o Palácio Real de Amesterdão. Com efeito, o museu aglomerou as obras que eram propriedade da capital, destacando-se “De Nachtwacht” de Rembrandt van Rijn.

Em 1885, o museu foi finalmente transferido para o seu edifício atual, que demorou cerca de nove a anos a ser concluído. O projeto esteve a cargo de Petrus Cuypers, que criou outros monumentos, como por exemplo, a estação ferroviária Amsterdam Centraal e o Castelo de Haar.

A construção junta elementos góticos e renascentistas e detalhes decorativos referentes à História da Arte nos Países Baixos. Só para ilustrar, “De Nachtwacht” tem a sua própria galeria – ricamente ornamentada – desde 1906! De visita obrigatória são também o Salão Principal (repleto de vitrais e mosaicos) e a Galeria de Honra, palco das obras mais emblemáticas do museu.

Esta estrutura central foi alvo de uma reforma na iluminação e no espaço de exposição, que começou no final de 2003. Depois de uma década de obras, que englobaram o restauro de muitas peças em exposição, o “novo” Rijksmuseum Amesterdão reabriu a 13 de abril de 2013. Desta mudança, resultou igualmente um Pavilhão Asiático, com objetos oriundos da China, Japão, Índia, Indonésia, Tailândia e Vietname, de 2000 a.C. a 2000 d.C..

O Que Ver no Rijksmuseum Amesterdão

O Rijksmuseum Amesterdão é considerado um rijksmonument desde 1970, isto é, património nacional. Ao longo de quatro pisos e cerca de oitenta salas, o acervo cultural está em exposição perfeitamente enquadrado no seu contexto internacional.

A coleção de arte dos Países Baixos presente no Rijksmuseum Amesterdão consiste em mais de 800 anos de história do país. Os pintores mais prestigiados da Idade de Ouro Neerlandesa foram Frans Hals, Johannes Vermeer, Jan Steen e Rembrandt van Rijn, além dos pupilos deste último.

“Self-Portrait”, de Vincent Van Gogh (Piso 1, Sala 1.18)

Quando visitei a cidade de Amesterdão, a falta de tempo obrigou-me a planear antecipadamente as minhas visitas a museus, monumentos e outros locais de interesse. Com apenas um dia para visitar a capital, tive de decidir se passava a manhã no Rijksmuseum Amesterdão ou no Museu Van Gogh.

Eu adoro o trabalho de Van Gogh e já tinha visto uma parte do seu trabalho no Museu de Orsay em Paris. Portanto, optei por uma experiência completa da arte e história dos Países Baixos no seu museu nacional. Ainda assim, o Rijksmuseum Amesterdão tem várias obras de Vincent Van Gogh numa grande sala do primeiro piso.

Este “Autorretrato” de 1887 – um dos vários que pintou – é bastante influenciado pelo Impressionismo francês de Claude Monet e Paul Gauguin. Representa, acima de tudo, a época em que Van Gogh viveu em Paris e transformou completamente o seu estilo. Tanto quanto se consta, o pintor criava muitos autorretratos para não ter de pagar a modelos!

“De Nachtwacht”, de Rembrandt van Rijn (Piso 2, Galeria d’A Ronda Noturna)

“A Ronda (ou Vigília) Noturna” é, sem dúvida, a maior e mais famosa obra-prima de Rembrandt, ocupando o centro da sua própria galeria homónima, no segundo piso do museu. Este quadro monumental de 1642 retrata um grupo de guardas da cidade, que preparam a sua formação. Através da luz, Rembrandt salienta, de forma genial, detalhes específicos da obra, como os gestos do Capitão ou a menina no fundo.

Curiosamente, o nome original do quadro é “Companhia das Milícias do Distrito II, sob o Comando do Capitão Frans Banninck Cocq” e a expressão “Nachtwacht” surgiu apenas no ano de 1797, quando se presumia que a cena se passava de noite.

Atualmente, o Rijksmuseum Amesterdão está a realizar um processo de pesquisa e conservação aos olhos dos visitantes intitulado Operation Night Watch.

Rembrandt van Rijn é, na verdade, um dos artistas mais glorificados em Amesterdão, com uma praça histórica em seu nome. Na Rembrandtplein destaca-se uma estátua do pintor de 1876, da autoria de Louis Royer, bem como uma representação com figuras em bronze de “De Nachtwacht”, criada pelos artistas russos Mikhail Dronov e Alexander Taratynov em 2006.

“Marten e Oopjen”, de Rembrandt van Rijn (Piso 2, Galeria de Honra)

Os retratos de Marten Soolmans e Oopjen Coppit resultam de uma aquisição conjunta pelos Países Baixos e pela França no valor de 160 milhões de euros, feita no início de 2016. Desde então, os dois quadros alternam a sua estadia entre o Rijksmuseum Amesterdão (na grande Galeria de Honra) e o Museu do Louvre, sendo sempre expostos lado a lado.

Marten Soolmans era filho de um imigrante flamengo rico e herdeiro de uma refinaria de açúcar em Amesterdão. Por outro lado, Oopjen Coppit era a primogénita de uma família abastada da mesma cidade. Como o casamento de ambos simbolizava uma importante aliança familiar (e monetária), Rembrandt foi o escolhido para imortalizar a ocasião, em 1634.

Nessa altura, era pouco frequente pintar figuras fora da realeza, o que permitiu a Rembrandt uma nova oportunidade de carreira: criar retratos para a classe alta de Amesterdão. Além disso, o casal “Marten e Oopjen” é o único exemplo representado pelo pintor neerlandês à escala real, em pé e de corpo inteiro, com inúmeros elementos e detalhes que interligam os quadros ao mesmo ambiente e ocasião.

“Het Melkmeisje”, de Johannes Vermeer (Piso 2, Galeria de Honra)

Este é o único quadro de Vermeer que retrata uma empregada doméstica e, consequentemente, uma das suas obras mais conhecidas. A cena representa uma atividade quotidiana – um tema que fascinava o artista – mais concretamente uma jovem servindo leite. A ação, aparentemente mundana, é capturada de forma genial graças ao contraste entre o fluxo do leite e a estabilidade do resto da imagem.

Confesso que não esperava que fosse uma pintura tão pequena, ainda que seja impossível ignorar a forma como Johannes Vermeer reproduz os jogos de luzes e sombras, não só na Leiteira, como também na superfície dos objetos.

Nos dias que correm, “A Leiteira” é uma das marcas de iogurtes e sobremesas artesanais comercializadas pela Nestlé mais conhecida.

Johannes Vermeer foi um dos pintores mais importantes da Idade de Ouro Neerlandesa, pelo uso brilhante e realista da luz nos seus quadros, para além dos apontamentos em azul ultramarino, um pigmento obtido a partir da pedra preciosa lápis-lazúli, muito rara naquela época. “A Leiteira” não tem data certa, mas pensa-se que terá sido pintada por volta de 1660.

“Brieflezende vrouw”, de Johannes Vermeer (Piso 2, Galeria de Honra)

“Mulher Lendo uma Carta” foi o primeiro quadro de Johannes Vermeer adquirido pelo Rijksmuseum Amesterdão, em 1885.

Pensa-se que a pintura seja de 1663, pelas semelhanças com outras obras da mesma altura, na composição e na utilização da figura feminina e da sua pose: “Jovem Lendo uma Carta à Janela” (1657-59), “Mulher Segurando uma Balança” (1662-63) e “Mulher com um Colar de Pérolas” (1664).

O elemento central da pintura é a mulher vestida de azul, lendo uma carta. Embora não seja possível interpretar o conteúdo da carta, Vermeer oferece-nos um mapa do Condado da Holanda – atuais Holanda do Norte e Holanda do Sul – e da Frísia Ocidental (uma região da Holanda do Norte). Apesar de tudo, as cores dos elementos tornam-se secundárias perante o seu azul tão caraterístico.

A forma como o artista registou os efeitos da luz na pele da mulher e das sombras na parede viria a influenciar os pintores impressionistas da segunda metade do século XIX. Aliás, Johannes Vermeer foi um dos primeiros pintores da História da Arte a entender que a sombra reflete sempre a cor dos objetos em redor e a materializar este fenómeno.

Casas de Bonecas (Piso 2, Sala 2.20)

Entre as peças mais excêntricas do seu acervo, o museu possui três casas de bonecas antigas, conservadas por colecionadoras de arte neerlandesa. Muito populares no século XVII, estas casas de bonecas eram contudo uma espécie de passatempo extravagante das senhoras ricas de Amesterdão e não meros brinquedos de criança.

Os modelos eram criados com móveis de madeira e vidro, loiças em porcelana, objetos em prata e têxteis, onde tudo era construído rigorosamente à escala. Pensadas como armários ou guarda-loiças, as casas eram normalmente adornadas com grandes portas de madeira, servindo simultaneamente de mobiliário decorativo. Muitas delas eram tão ou mais caras que as casas de habitação da cidade!

Esta da fotografia pertencia a Petronella Dunois e tem oito divisões, que se resumem num sótão, lavandaria, quarto de criança, sala de estar, sala de visitas, adega, cozinha e sala de jantar. De autor anónimo, data aproximadamente de 1676. No Rijksmuseum Amesterdão as três casas de bonecas estão numa sala pouco iluminada, de modo a preservar os seus materiais delicados.

Porcelana de Delft (Piso 2, Sala 2.22)

Com alguns exemplos na Sala 0.7 do piso térreo, a grande coleção de loiças, cerâmicas e porcelanas de Delft encontra-se principalmente no segundo andar. Inspirados pelas criações chinesas, os neerlandeses começaram a sua própria produção de porcelana no início do século XVII, chegando a exportar em larga escala para toda a Europa, entre 1640 e 1740. 

Os oleiros idealizavam todo o tipo de objetos e coloriam-nos a azul e branco, sendo as pirâmides de flores os mais deslumbrantes. Estas Bloempiramides tinham inúmeras extremidades destinadas a flores e chegavam a pesar mais de 30 quilos!

Eram muito populares nas cortes neerlandesas, como na de Guilherme II e de Maria Stuart, uma apaixonada por arranjos florais e porcelanas.

Nos dias que correm, o chamado Delfts Blauw continua a ser trabalhado em vários pontos dos Países Baixos, com a cidade de Delft como principal centro de produção. Os objetos são decorados com paisagens bucólicas e caraterísticas do país, como moinhos de vento, cenas de caça ou barcos de pesca. Se quiseres ver um destes jarros de flores “em ação”, passa pelo Rijksmuseum Amsterdão Café no final!

Guia Prático do Rijksmuseum Amesterdão

Como qualquer outro museu nacional localizado numa capital europeia, o Rijksmuseum Amesterdão é muito frequentado por turistas, especialmente na época alta. Aberto 365 dias por ano, há locais como a Galeria de Honra ou a Galeria d’ A Ronda Noturna que ficam particularmente lotados entre as 10:00 e as 15:00 – sobretudo aos fins-de-semana e feriados.

A meu ver, o horário ideal é de manhãzinha, ou logo depois das 15:00 (o museu encerra às 17:00). Eu cheguei ao museu antes das 09:00 (o horário oficial de abertura) e demorei – no mínimo – duas horas e meia a percorrer quase todas as salas. Depois disso, ainda dei uma volta pela loja de souvenirs e pelo café (ambos fecham às 18:00).

Por essa razão, quero deixar-te três recomendações com base na minha visita demorada, que te vão ajudar a aproveitar ao máximo este magnífico monumento e as suas obras de arte.

1. Usa o Segundo Andar como Referência

O Rijksmuseum Amesterdão está distribuído em quatro grandes andares, identificados de 0 a 3. No entanto, a progressão cronológica do acervo do museu não corresponde à ordem numérica dos pisos. Só para exemplificar, para ver a coleção numa linha temporal lógica, é necessário começar no rés-do-chão (1100-1600), prosseguir para o segundo andar (1600-1700), descer ao piso 1 (1700-1900) e terminar no terceiro e último nível (1900-2000).

Em resumo, na prática é muito fácil orientar-se dentro do museu, tomando como referência o segundo andar – que, na verdade, é o terceiro. Não só é a secção central do museu, concentrando o Grande Salão, a Galeria de Honra e a Galeria d’ A Ronda Noturna, como também liga os quatro cantos do museu – literalmente!

2. Desfruta da visita guiada GRÁTIS!

A entrada para o museu custa 19€ por adulto – jovens com 18 anos ou menos não pagam – e eu aconselho-te vivamente a comprares os ingressos através do site oficial do Rijksmuseum Amesterdão. Todavia, vais gostar de saber que o museu oferece visitas guiadas através da sua aplicação para smartphone, disponível para download na App Store e no Google Play.

Aproveita o wifi grátis, visto que existem vários tipos de visitas, integrando visitas temáticas ou por salas/galerias e mencionando os destaques entre artistas, épocas ou tipos de obras. A aplicação está disponível em dez idiomas e podes usá-la enquanto observas uma obra em particular, inserindo o número da mesma no ecrã – só que não incluiu o português!

3. Há Muitas Opções de Transporte

Quando visitei o museu, saí da estação ferroviária Amsterdam Centraal e fui até lá a pé, uma vez que queria dar um passeio pela capital neerlandesa no início da manhã (e antes das multidões). Ou, a partir do mesmo local podes usar o metro (linha 52, estação Vijzelgracht) ou ainda o tram (linhas 2 e 12, paragem Rijksmuseum).

Se estiveres noutras zonas de Amesterdão, não te preocupes, pois existem mais opções! Do aeroporto Amsterdam Schiphol tens um autocarro direto (linha 397, paragem Rijksmuseum) e da estação Amsterdam Sloterdijk há um tram (linha 19, paragem Spiegelgracht). Caso estejas mais a sul, da estação ferroviária Amsterdam Zuid podes entrar num tram direto (linha 5, paragem Rijksmuseum).

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