Palácio De Versalhes: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

A cidade de Versalhes foi, durante mais de um século, o centro do poder do Antigo Regime em França. Localizada nos subúrbios de Paris, passou a servir de residência real em 1682, assim que Luís XIV decidiu deixar a capital.

O que começou por ser um pavilhão de caça de Luís XIII, surpreendentemente se transformou no maior palácio do mundo, símbolo da Monarquia Absoluta. Património Mundial da UNESCO desde 1979, o Palácio de Versalhes é um dos sítios mais visitados em França, com 10 milhões de turistas anuais!

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Palácio de Versalhes
Palácio de Versalhes

Breve História do Palácio de Versalhes

O rei Luís XIV sempre demonstrou muito interesse pelo domínio de Versalhes, desde que o seu pai – o rei Luís XIII – aí instalou um palácio de caça real. Assim sendo, em 1669 ordena ao arquiteto Louis Le Vau e ao arquiteto paisagista André Le Nôtre uma renovação detalhada da propriedade. Essencialmente, o objetivo era abandonar a então tumultuosa cidade de Paris e converter Versalhes na nova capital francesa.

Às remodelações juntaram-se o pintor e decorador Charles Le Brun e o arquiteto Jules Hardouin-Mansart, este último responsável pelo aspeto atual do Château de Versailles. Foi ele quem acrescentou a famosa Galeria dos Espelhos, as alas norte e sul e o Laranjal, entre 1678-1684. Com isto, o Rei Sol e a sua corte acabaram por se instalar definitivamente no Palácio de Versalhes em maio de 1682.

Antes da morte de Luís XIV em 1715, ainda houve tempo para construir a Capela Real e realizar algumas modificações no Apartamento do Rei. Durante o reinado de Luís XV, o monarca contribuiu de forma significativa com uma série de aposentos (como os Apartamentos das Damas) no Château de Versailles, para além de uma Ópera Real e do Pequeno Trianon.

Quando Luís XVI subiu ao trono em 1774, concentrou-se em retomar obras inacabadas dos seus antecessores, tendo a sua esposa Marie-Antoinette sido a verdadeira influência e inspiração para a Corte de Versalhes. Porém, com o despoletar da Revolução Francesa em 1789, o rei viu-se obrigado a voltar para Paris com a família, levando muita da mobília e obras de arte para o Palácio das Tulherias e Museu do Louvre.

Património Mundial

Sabias que o Palácio de Versalhes fez parte do primeiro conjunto de inscrições de França na Lista de Património Mundial da UNESCO? Esta 3ª sessão do Comité de Património Mundial realizou-se no Cairo e Luxor (Egito), entre os dias 22 e 26 de outubro de 1979.

Quatro outros sítios franceses foram anunciados nesta sessão: a Catedral de Chartres; o Monte Saint-Michel e a sua Baía; os Sítios Pré-Históricos e as Grutas Decoradas do Vale do Vézère; e a Basílica e Colina de Vézelay.

Hoje em dia, França é o quarto país do mundo e o terceiro país da Europa com mais sítios UNESCO, logo depois de Itália e da Alemanha, e empatado com Espanha. Possui quarenta e nove bens patrimoniais (tanto culturais, como naturais) inscritos na lista mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura!

Entretanto, já tive a oportunidade de visitar nove:

  1. Castelo de Sully-sur-Loire (2000)
  2. Centro Histórico de Avignon: Palácio dos Papas, Conjunto Episcopal e Ponte de Avignon (1995)
  3. Le Havre, a Cidade Reconstruída por Auguste Perret (2005)
  4. Monte Saint-Michel e a sua Baía (1979)
  5. Nice, Cidade-Resort de Inverno da Riviera (2021)
  6. Palácio e Parque de Fontainebleau (1981)
  7. Palácio e Parque de Versalhes (1979)
  8. Paris, Margens do Sena (1991)
  9. Provins, Vila de Feiras Medievais (2001)

Como Chegar ao Palácio de Versalhes

Com mais de 800 hectares, prepara-te para reservar um dia inteiro no domínio de Versalhes! Os tempos de visita são variáveis, mas considera 2-3 horas no Palácio, 1-2 horas nos Jardins e 2-3 horas no domínio do Trianon.

Partindo de Paris, apanha o comboio suburbano RER C numa das principais gares: Champ de Mars – Tour Eiffel, Musée de Orsay ou Saint Michel – Notre Dame, embora possas consultar outras estações no site oficial do Transilien.

A viagem demora cerca de 35-45 minutos e a estação terminal é exatamente onde deves sair: Versailles Château – Rive Gauche. Quanto aos bilhetes, podes comprá-los em qualquer estação e os preços fixam-se em duas tarifas: 3.65€ (adultos) e 1.80€ (crianças entre 4 e 10 anos).

Horários de Abertura & Preços de Bilhetes

No que toca a horários, o Palácio de Versalhes está aberto todos os dias das 9:00 às 17:30, exceto às segundas-feiras. Já o domínio do Trianon – que compreende o Grande Trianon, Pequeno Trianon e a Aldeia da Rainha – funciona das 12:00 às 17:30, de terça-feira a domingo. Os Jardins e Parque são acessíveis gratuitamente das 8:00 às 18:00, todo o ano (salvo nos dias do espetáculo “Grandes Eaux Musicales et Jardins Musicaux”).

A entrada é gratuita para menores de 18 anos e jovens com menos de 26 anos, residentes no Espaço Económico Europeu. Para os restantes, existem passaportes com tudo incluído a 25€-27€ e bilhetes individuais a 12€-18€. Recomendo vivamente que compres os ingressos na bilheteira online do Palácio de Versalhes, de modo a evitares as longas filas de espera (sobretudo, de manhã).

O Que Ver no Palácio de Versalhes

Château de Versailles

O Château de Versailles oferece circuitos com um audioguia incluído, permitindo aos seus visitantes conhecer 350 anos de história de um modo mais detalhado. No piso térreo, podes conhecer a Galeria da História do Palácio – com onze salas dedicadas à mesma – tal como os Apartamentos das Damas, onde dormiam as filhas de Luís XV.

No andar de cima, é provável que passes grande parte da visita nos Grandes Apartamentos, o coração do Palácio de Versalhes e testemunho da vida da corte (Galeria dos Espelhos, Apartamento do Rei, etc.). Na ala norte, tens as Salas Luís XIV e na ala sul, a célebre Galeria das Batalhas.

Jardins de Versailles

Os Jardins de Versailles englobam, principalmente, um conjunto de canteiros, fontes e arvoredos, desenhados por André Le Nôtre. Estes estendem-se até ao Grande Canal (em forma de cruz e com 1670 metros) e ao Parque de Versalhes (antiga floresta de caça de Luís XIV).

Dos mais de dez Bosques sobressaem os Bosque da Rainha, Bosque do Obelisco, Bosque da Estrela e o Bosque do Teatro de Água. Da mesma forma, os Lagos e Fontes mais conhecidos são o Lago de Latona, Lago de Apolo, Lago de Neptuno e o Lago do Dragão.

Grand Trianon

Trianon era uma aldeia francesa que desapareceu em 1668, para integrar o domínio de Versalhes. Dois anos depois, o rei Luís XIV ordenou a construção de um edifício no local, resultando no Trianon de Porcelana. Contudo, as suas estruturas em madeira e revestimentos em azulejo, obrigaram à recriação de um palacete mais robusto: o Grand Trianon, ou Trianon de Mármore.

A nova propriedade foi concebida por Jules Hardouin-Mansart em 1687, com o mesmo propósito: um refúgio para Luís XIV da sua corte aparatosa. Muito influenciado pela arquitetura italiana, este palácio em mármore rosa estende-se num único piso, entre um grande pátio e um jardim ainda maior.

Nesse sentido, foi residência de diversas personalidades depois do Rei Sol: Maria Adelaide de Saboia, mãe do futuro rei Luís XV; Isabel Carlota do Palatinado, Princesa Palatina e sua cunhada e ainda a Maria Leszczynska, esposa de Luís XV. Aliás, o próprio Luís XV determinou a elaboração dos Petits Appartements, que rapidamente trocou pelo Petit Trianon.

Napoleão Bonaparte também repetiu inúmeras estadias com a sua segunda esposa, a Imperatriz Maria-Luísa de Áustria, depois de restaurar o edifício. Nesta altura, o Apartamento da Imperatriz (na ala esquerda) estava conectado ao Apartamento do Imperador (na ala direita) pelo Péristyle, uma galeria de colunas exterior. Das salas mais bonitas da aile gauche, destaco o Salon des Glaces e a Chambre de l’Impératrice.

Do outro lado, são feitas visitas guiadas aos Petits Appartments de l’Empereur e ao Trianon-sous-Bois (na ala norte). Os primeiros eram destinados a Napoleão Bonaparte e compostos por cinco quartos, salas e gabinetes. Quanto ao segundo, foi reabilitado como residência do Presidente da República, pelo General Charles de Gaulles.

Não obstante, na ala direita deves ainda visitar os Salon de Musique, Salon des Malachites e ao Salon de Famille de Louis-Philippe. Este último foi a sala de estar do rei Luís-Filipe e família em 1837, equipada com mesas de jogo e assentos ricamente estofados.

Jardins à la Française

Os Jardins do Grand Trianon são certamente o que torna esta propriedade tão refinada e exuberante. Idealizados como Jardins à la Française, estão repletos de todos os tipos de flores e arbustos, para além de um Anfiteatro ao ar livre (conhecido como Salle des Antiques, pelos seus bustos imitando antiguidades).

Englobam ainda dois pequenos lagos – Bassin Plat Fond e Bassin du Fer a Cheval – este último perfeitamente alinhado com o Grand Canal do Parque de Versalhes, bem como uma magnífica fonte chamada Buffet d’Eau e ornamentada com mármore de diferentes cores e acabamentos em chumbo esculpido.

Petit Trianon

O Petit Trianon é um domínio do Palácio de Versalhes, que foi projetado por Ange-Jacques Gabriel e decorado pelo escultor francês Honoré Guibert. Construído durante os anos 1762-1768, estava primeiramente destinado a Luís XV e à Madame de Pompadour.

Esta propriedade localizava-se num Jardin des Plantes, que o botânico Bernard de Jussieu e os jardineiros Claude e Antoine Richard começaram a plantar em 1750. Desse modo, acabou por ser inaugurada em 1769, pela Madame du Barry.

Em 1774, o recém-coroado rei Luís XVI ofereceu o Pequeno Trianon à sua esposa, a Rainha Marie-Antoinette. Com efeito, este local rapidamente se tornou o seu predileto, tendo inclusive acrescentado um teatro privado (Théâtre de la Reine) e uma aldeia (Hameau de la Reine), da autoria de Richard Mique.

Ao seu redor, podes passear quer pelo Jardim Francês – onde se inserem o Pavilhão Francês (salão de jogos e música) e o Pavilhão Fresco (sala de jantar de Verão) – quer pelo Jardim Anglo-Chinês – que inclui o Templo do Amor, o Miradouro (e o seu Rochedo artificial) e uma Gruta. Mais recuado, fica o Jardim de Jussieu, onde residia o jardineiro na Maison de Richard.

Durante o Primeiro Império Francês, o edifício ficou a cargo da irmã de Napoleão, a Princesa Pauline Borghèse e, posteriormente, da sua segunda esposa, a Imperatriz Maria-Luísa de Áustria. Uns anos mais tarde, foi a vez de Fernando Filipe, Duque de Orleães e filho do rei Luís-Filipe I, aqui morar com a sua mulher.

Hoje em dia, o palácio do Petit Trianon está aberto ao público, com visitas guiadas ao sótão e ao nível mezanino. No primeiro andar, não te esqueças de entrar na chamada Chambre de la Reine, pois foi onde Marie-Antoinette dormiu durante doze anos!

Hameau de la Reine

O Hameau de la Reine é uma extensão do domínio do Petit Trianon e foi idealizado na filosofia do Iluminismo, recriando a simplicidade da vida campestre antes da Revolução Francesa. Dos doze chalés que o constituem, alguns foram destruídos entretanto, como o Celeiro e a Leitaria de Preparação.

Estas propriedades pitorescas estão dispersas à volta de um pequeno lago, onde se destaca a Torre de Marlborough. Além disso, cada uma delas tinha uma função específica, relacionada com atividades agrícolas e serviços prestados a Marie-Antoinette.

Durante a época alta, é possível aceder à Aldeia da Rainha não só pelo Jardim Francês e Jardim Inglês do Pequeno Trianon, como também por uma entrada junto à Quinta. Nos dias que correm, vivem muitos animais domésticos nesta fazenda, como burros, cabras, porcos, patos, gansos e galinhas!

Neste conjunto de casas de campo, podes igualmente admirar a Maison de la Reine (ligada à Maison du Billard através de uma galeria suspensa), o Toucador (ou Petite Maison de la Reine), a Caldeira, a Casa do Guarda, o Pombal, a Leitaria da Propriedade e o Moinho.

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