Museu Grévin: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

O Museu Grévin é o sexto museu de Paris em destaque no meu blogue, depois de ter escrito guias sobre o Museu do Louvre, o Museu de Orsay, a Grande Galeria da Evolução, o Museu da Orangerie e o Centro Pompidou. Este museu de cera está localizado na Boulevard Montmartre, uma das chamadas Grands Boulevards da capital francesa.

Com cerca de 200 figuras de celebridades em exposição, o Museu Grévin é a atração ideal para visitar em família ou com amigos num dia pelo 9º arrondissement de Paris. E se estiveres à procura de mais atividades na zona, podes complementar o teu dia com uma visita à Ópera Garnier, Galeries Lafayette, Musée de la Vie Romantique ou ao Musée National Gustave Moreau!

Por isso, queres saber mais sobre o Museu Grévin: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023? Continua a ler!

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Museu Grévin
Museu Grévin

Breve História do Museu Grévin

O Musée Grévin foi inaugurado a 5 de junho de 1882 por Arthur Meyer, diretor do antigo jornal diário francês Le Gaulois. O seu nome é uma homenagem a Alfred Grévin, o reputado caricaturista, escultor, cartoonista de humor e figurinista, que colaborou tanto no jornal de Arthur Meyer como na fundação do museu (o último, como seu diretor artístico).

Como naquela altura a fotografia ainda era pouco utilizada na imprensa, Arthur Meyer decidiu criar um espaço onde o público pudesse “conhecer” as personalidades que apareciam no seu jornal. O primeiro conjunto de manequins de cera foi esculpido por Alfred Grévin e o financiamento para o projeto veio de Gabriel Thomas, que também promoveu a construção da Torre Eiffel e do Théâtre des Champs-Elysées.

Apesar do original Madame Tussauds já causar grande furor em Londres desde a sua inauguração em 1835, o Museu Grévin acabou por se tornar um dos museus de cera mais antigos, inovadores e populares da Europa. Atualmente, tem uma filial em Seul (na Coreia do Sul), a funcionar desde 2015.

Curiosamente, a saída do Museu Grévin está localizada dentro da Passage Jouffroy, uma das muitas passagens cobertas de Paris. Esta galeria de compras foi a primeira a ser construída inteiramente em metal e vidro, utilizando madeira apenas nos seus elementos decorativos.

O Que Ver no Museu Grévin

O que distingue o Museu Grévin dos outros museus de cera é a recriação perfecionista de certas cenas históricas, como por exemplo, o assassinato de Jean-Paul Marat, um dos acontecimentos mais marcantes da Revolução Francesa. Sabias que o museu comprou a banheira original onde o jornalista radical e político foi apunhalado? Ainda podes vê-la em exposição nos dias que correm!

Outros pontos fortes do museu são espaços como o Théâtre Grévin e a Sala dos Espelhos, ambos acrescentados por Gabriel Thomas em 1900 e 1906, respetivamente. O pequeno teatro parisiense com pouco mais de 200 lugares foi usado para espetáculos de magia e ilusionismo nas primeiras décadas de existência. Agora, é ocasionalmente utilizado para pequenos espetáculos, recitais, convenções e exibições.

Existem muitas salas e galerias de exposição ao longo dos vários pisos do Museu Grévin, mas a sua coleção de figuras de cera é dividida por “universos”:

  • Étoiles du cinéma (Estrelas do cinema)
  • Figures de l’Histoire (Figuras da História)
  • Héros de fiction (Heróis de ficção)
  • Icônes de la mode (Ícones da moda)
  • Idoles de la musique (Ídolos da música)
  • Légendes du sport (Lendas do desporto)
  • Les Grands Chefs (Os Grandes Chefs)
  • Les Stars du petit écran (As Estrelas do pequeno ecrã)
  • Nouvelles Expériences (Novas Experiências)
  • Nouvelles stars (Novas Estrelas)
  • Politiques et decideurs (Políticos e decisores)
  • Rois de l’humour (Reis do humor)

Políticos e decisores (Piso 0, Sala 8)

Uma das secções mais concorridas do Museu Grévin chama-se Politiques et décideurs e inclui chefes de estado, membros da realeza e homens de fé.

Nesta sala foi recriado o Palais de l’Élysée (a residência oficial do Presidente da República francês) incluindo os jardins e o escritório de Emmanuel Macron.

Entre os grandes líderes mundiais que estão em exposição, encontras figuras como o Papa Francisco, Mohammed VI (o Rei de Marrocos), Angela Merkel, Xi Jinping, Vladimir Putin, Donald Trump, a Rainha Isabel II, Stéphane Bern (Presidente do museu) e Nicolas Sarkozy (ao lado da sua esposa, a modelo e cantora Carla Bruni).

Personagens Históricos (Piso -1, Sala 10)

Esta sala do Museu Grévin é, na verdade, uma galeria muito comprida onde os personagens históricos estão expostos por ordem cronológica. O acesso a este piso é feito através de uma secção chamada “Machine à remonter le temps” (“Máquina do Tempo”), onde figuram Nostradamus, Albert Einstein e o astronauta francês Thomas Pesquet.

Em seguida, surge uma gruta (em referência à Pré-História) e um claustro medieval (numa alusão à Idade Média). Nestes últimos, encontras os primeiros reis da atual França, pertencentes às dinastias Merovíngia e Carolíngia.

A “viagem” pela História de França e da Europa continua com manequins de cera de Joana d’Arc, Leonardo da Vinci, Luís XIV, Voltaire e Napoleão Bonaparte, entre muitos outros.

Os artistas dos séculos XIX e XX têm uma secção especial na reta final desta galeria, contando com nomes como Victor Hugo, Vincent Van Gogh, Salvador Dalí, Pablo Picasso, Guillaume Apollinaire e Marcel Proust, só para exemplificar. Por fim, é possível observar personalidades notáveis como Charles de Gaulle, Gandhi, João Paulo II e Nelson Mandela.

Estrelas do Desporto (Piso -1, Sala 12)

A zona das “Légends du sport” é uma das mais difíceis de fotografar devido ao grande volume de visitantes que aqui se concentram. Afinal, todos querem posar ao lado de estrelas como Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Pelé, Zlatan Ibrahimovic ou Kylian Mbappé, especialmente os mais novos!

No entanto, esta sala não tem só futebolistas – ainda que a grande grande maioria sejam atletas franceses. É o caso de Tony Parker (ex-jogador de basquetebol), Teddy Riner (campeão olímpico e mundial de judo), Renaud Lavillenie (campeão olímpico e mundial de salto com vara), Camille Lacourt (ex-campeão mundial de natação), Martin Fourcade (campeão olímpico e mundial de biatlo) e Sébastien Chabal (ex-jogador de rugby).

Ícones da Música (Piso -1, Sala 13)

A sala dos “Idoles de la musique” foi uma das minhas favoritas, porque se assemelha a um estúdio de gravação gigante. Aqui, os manequins de cera homenageiam várias estrelas internacionais e, claro, os mais lendários cantores de nacionalidade francesa.

No que toca aos artistas estrangeiros, os mais famosos são Lady Gaga, Katy Perry, Madonna, Louis Armstrong, Ray Charles, Jimi Hendrix, Phil Collins, Elton John, Mick Jagger e Michael Jackson (este último, com duas estátuas).

Curiosamente, foram igualmente criadas estátuas de cera de alguns dos cantores de óperas mais importantes do último século, como é o caso de Maria Callas, Luciano Pavarotti, Cecilia Bartoli e ainda o tenor francês Roberto Alagna.

No conjunto dos artistas franceses, a atração principal é, sem dúvida, Édith Piaf. A ela juntam-se outros nomes que, infelizmente, também já partiram: Claude François, Henri Salvador e Johnny Hallyday. Mas nos últimos anos, foram acrescentadas figuras de cera dos representantes atuais da música francesa (e em francês), como por exemplo Nolwenn Leroy, Kendji Girac, Julien Clerc, Marc Lavoine e o belga Stromae.

Ícones da Moda (Piso 0, A Cúpula)

A sala onde se encontram os “Icônes de la mode” é conhecida como “La Coupole” (ou seja, “A Cúpula”).

Este espaço circular encontra-se ricamente decorado com elementos e motivos barrocos, sendo de salientar os mosaicos venezianos e as colunas de mármore.

Entre as várias supermodelos e estrelas de passerelle em exposição, destacam-se as criações de Coco Rocha, Cara Delevingne, Angela Lindvall e Naomi Campbell.

Quanto aos estilistas e designers de moda famosos, podes tirar fotografias com nomes como Coco Chanel, Chantal Thomas, Christian Dior e Jean-Paul Gaultier.

Estrelas de Cinema (Piso 0, Salão das Colunas)

As “Étoiles du cinéma” estão dispersas pela Salle des Colonnes, o último espaço de exibição antes da saída do Museu Grévin.

E tal como na sala anterior, o Salão das Colunas é complementado por uma sumptuosa decoração barroca, digna de um “palácio real”.

Aqui, a grande maioria das celebridades representadas são estrelas de Hollywood, como é o caso das atrizes Meryl Streep, Scarlett Johansson e Marilyn Monroe e dos atores George Clooney, Brad Pitt, Charlie Chaplin, Nicholas Cage e Leonardo DiCaprio.

Nesta secção, podes ainda admirar a estátua do realizador Alfred Hitchcock, assim como das estrelas de Bollywood Ranveer Singh e Shah Rukh Khan.

Guia Prático do Museu Grévin

O Museu Grévin está muito bem localizado, por isso eu acho que não será um problema encontrá-lo durante uma caminhada pelo 9ème arrondissement. Além disso, o museu é de fácil acesso caso escolhas deslocar-te em Paris de metro (linhas 8 e 9, estação “Grands Boulevards”; linha 3, estação “Bourse”) e autocarro (linhas 20, 74 e 85, paragem “Grands Boulevards”).

1. Decide entre Bilhetes Datados e Não Datados

Se já sabes a data da tua visita ao Museu Grévin, podes comprar a entrada com até três dias de antecedência. Os preços dos bilhetes datados começam nos 20€ (maiores de 16 anos) ou 16€ (crianças entre os 5 e os 15 anos). Por outro lado, se preferes um ingresso sem data determinada, o preço é um pouco mais caro: 25€ (adultos) ou 18.50€ (crianças).

O Museu Grévin também pensou numa alternativa mais em conta para aqueles que viajem em família. Neste caso, o bilhete é não datado e custa 17€ por pessoa. Contudo, a oferta é válida para apenas quatro pessoas (máximo de dois adultos).

2. Escolhe o Melhor Dia

O Museu Grévin está aberto todos os dias (exceto aos domingos), das 09:00 às 17:00. E o facto de estar em funcionamento às segundas e terças-feiras é bastante útil, já que a grande maioria dos museus, monumentos e restantes atrações encerra num destes dias da semana.

3. Termina a tua Visita no Hard Rock Café

O Hard Rock Café de Paris é mesmo ao lado do Museu Grévin e um dos melhores locais para almoçares, jantares, ou simplesmente beberes um copo depois de visitares o museu. E claro, ainda que o restaurante seja muito turístico e sirva maioritariamente comida norte-americana, podes sempre aproveitar para admirar as fotografias e objetos que pertenceram a referências da música pop-rock como The Beatles ou Rihanna.

O Hard Rock Café parisiense foi estabelecido no dia 24 de novembro de 1991 e foi, na verdade, uma das primeiras filiais no continente europeu. Assim como os restantes restaurantes da cadeia, também o Hard Rock Café de Paris é conhecido pela sua coleção de objetos de artistas famosos, quer estes tenham sido doados ou comprados em leilões. As “relíquias” incluem instrumentos musicais, roupas, discos, prémios e fotografias, entre outros.

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