Museu Egípcio De Turim: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023

O Museu Egípcio de Turim (em italiano, Museo Egizio di Torino) é um museu de arqueologia e antropologia egípcia na cidade de Turim, Itália. Não só é o único museu do mundo inteiramente dedicado ao Antigo Egito fora do país homónimo, como também reúne todo o tipo de peças imagináveis: estátuas, papiros, sarcófagos e até múmias verdadeiras!

A coleção de antiguidades egípcias do museu é mesmo das maiores do mundo, com mais de 30.000 obras, artefactos e outros “tesouros”, sendo que apenas 6500 estão em exposição permanente. Além disso, a sua afluência de visitantes tem vindo a aumentar progressivamente de ano para ano, tornando-o num dos museus mais visitados em Itália.

Neste guia completo, poderás encontrar artefactos históricos imperdíveis, informações relativas a horários de abertura e preços de bilhetes, bem como as melhores dicas e sugestões sobre o Museu Egípcio de Turim.

Por isso, queres saber mais sobre Museu Egípcio De Turim: Melhores Dicas Para Visitar Em 2023? Continua a ler!

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Museu Egípcio de Turim
Museu Egípcio de Turim

Breve História do Museu Egípcio de Turim

O Museu Egípcio de Turim foi inaugurado em 1824 pelo Rei Carlos Félix da Sardenha, logo após ter adquirido os mais de 5000 artefactos da coleção de escavações de Bernardino Drovetti, o cônsul da França no Egito.

Nove anos mais tarde, o museu recebeu outra doação, desta vez do colecionador Giuseppe Sossio e contendo cerca de 1200 objetos. No início do século XX, o acervo continuou a aumentar, graças ao trabalho do arqueólogo e egiptólogo Ernesto Schiaparelli, que acumulava simultaneamente o cargo de diretor do museu.

Ainda assim, o primeiro artefacto exótico que chegou a Turim foi uma mesa de altar muito elaborada em bronze e apelidada de Mensa Isiaca (ou Tavola Bembina), em 1630. Apesar de imitar os hieróglifos egípcios, a mesa data da era romana e incentivou o Rei Carlos Emanuel III da Sardenha a pedir expedições ao Egito, das quais resultaram cerca de 300 peças de vários templos.

A coleção atual do Museu Egípcio de Turim está instalada no edifício da Accademia delle Scienze, praticamente desde a sua fundação. No entanto, este mesmo monumento foi alvo de uma profunda remodelação entre 2010 e 2015, com uma nova disposição da Galeria dos Reis redesenhada pela consagrado cenógrafo Dante Ferretti.

O Que Ver no Museu Egípcio de Turim

Sabias que as temperaturas das salas do Museu Egípcio de Turim permanecem entre os 21ºC e 24ºC durante todo o ano, de modo a preservar as relíquias exibidas? Assim, a visita pela exposição permanente segue um sentido cronológico, no que diz respeito à história e cultura do Antigo Egito:

  • História do Museu (no piso -1)
  • Período pré-dinástico, Túmulo do Desconhecido, Túmulo de Iti e Neferu, Reino Médio e Novo Reino (no segundo andar)
  • Deir el-Medina, Túmulo de Kha, Galeria dos Sarcófagos, Área de Restauração, Vale das Rainhas, Período Tardio, Período Ptolemaico e Período Romano e Antiguidade Tardia (no primeiro andar)
  • Galeria dos Reis, Templo de Ellesiya e Sala Núbia (no rés-do-chão)

ATENÇÃO! Este artigo inclui uma fotografia de uma múmia humana, que pode ferir as suscetibilidades dos leitores mais sensíveis.

Papiros (Piso -1, Sala 1)

A “Coleção de Papiros do Museu Egípcio de Turim” é uma das mais importantes do mundo, com cerca de 700 manuscritos inteiros ou reconstruídos, a juntar a mais de 17.000 fragmentos! Documenta mais de 3000 anos de história e cultura egípcia e está reunida num inventário virtual que podes visitar.

Dos exemplares mais importantes, destaca-se o Papiro de Iuefankh , que tem mais de 18 metros de comprimento! É uma das três versões do “Livro dos Mortos” do museu, isto é, uma espécie de “manual de instruções” com fórmulas mágicas, orações, hinos, entre outros, para ajudar o falecido a viajar para o outro mundo.

Também de salientar são o Cânone Real de Turim (também chamado de Lista dos Reis de Turim), que menciona os deuses e faraós que governaram o Antigo Egito até à XIX dinastia, bem como o Papiro de Artemidoro, um manuscrito descoberto há menos de 30 anos.

A coleção de papiros do museu é constituída, sobretudo, por material resultante das expedições de Bernardino Drovetti e Ernesto Schiaparelli, papiros que mais tarde auxiliaram Jean-François Champollion na descodificação dos hieróglifos: textos funerários e mágicos, cartas, diários, papéis administrativos, ensinamentos, desenhos de animais e túmulos e até papiros satíricos e eróticos.

Túmulo do Desconhecido (Piso 2, Sala 2)

Tal como o próprio nome indica, este túmulo anónimo foi encontrado na antiga cidade egípcia de Gebelein, que ficava nas margens do Nilo a aproximadamente 30 km a sul de Luxor. Perfeitamente intacto, o túmulo tinha sido escavado na rocha, originando um corredor que levava a três câmaras funerárias distintas.

Apesar de um deles estar vazio, os exploradores conseguiram recolher caixões, múmias, camas de madeira, baús, objetos quotidianos variados, entre outros artefactos dos outros dois. Os seus proprietários são desconhecidos até hoje, mas terão vivido durante a V dinastia (2435-2305 a.C.).

Múmias (Piso 2, Sala 2 e Piso 1, Salas 9 e 11)

Logo após entrar no espaço de exposição permanente, um aviso mórbido (escrito em italiano e inglês) informava os visitantes mais sensíveis do que se aproximava: múmias verdadeiras!

“O triângulo vermelho marca os pontos nas galerias do museu onde restos mortais humanos são exibidos. Dependendo da sua sensibilidade individual, o público pode optar por ver estes achados e os seus contextos arqueológicos ou evitá-los.”

Museu Egípcio de Turim

Pois, pelos vistos existem cerca de 24 múmias em exibição no Museu Egípcio de Turim, todas elas pertencentes ao Mummy Conservation Project, uma iniciativa do museu para analisar e restaurar múmias humanas e que estuda uma coleção única de 116 corpos ou partes de corpos mumificados do Antigo Egito.

Mas, como assim, múmias humanas? A verdade é que pelo menos 17 múmias animais foram igualmente examinadas e estão agora expostas numa sala do primeiro andar do museu, a chamada “Área de Restauração“. Entre elas, descobri gatos, peixes, aves de rapina e até um touro e um crocodilo!

Túmulo de Kha (Piso 1, Sala 7)

Kha era um nobre com estatuto de supervisor de obras públicas em Deir el-Medina, no início da XVIII dinastia egípcia. A descoberta do seu túmulo (e da sua mulher Merit) em fevereiro de 1906 por Ernesto Schiaparelli tornou-se um marco histórico nas explorações arqueológicas do Antigo Egito, pois são muito raros os túmulos encontrados intactos.

Os objetos recuperados comprovam a vida abastada que o casal levava, não só pela quantidade como também pela qualidade. Por exemplo, as múmias foram embalsamadas com jóias e os caixões ornamentados com metais e pedras preciosas.

Também o enterro teria sido bem planeado, uma vez que os itens de maior valor se encontravam protegidos do pó com lençóis. Da mesma forma, itens de higiene, mobília e mais de 100 peças de vestuário foram cuidadosamente guardados.

Galeria dos Sarcófagos (Piso 1, Sala 8)

A Galeria dos Sarcófagos reúne alguns dos modelos mais bonitos e bem-conservados do Antigo Egito, mais propriamente de 1100 a.C. a 600 a.C..

Aqui, é possível perceber a evolução na construção e ornamentação dos sarcófagos, bem como os objetos que eram enterrados dentro ou junto deles.

Os sarcófagos da XXI dinastia que estão atualmente em exposição no Museo Egizio foram encontrados no Vale das Rainhas, uma necrópole do Antigo Egito, durante as escavações de Bernardino Drovetti.

Desta coleção, destacam-se os sarcófagos de Butehamon (um escriba real), Pahoreniset (um chef pasteleiro) e os de Taba-Kenkhonsu e Tamutmutef (duas cantoras).

Galeria dos Reis (Piso 0, Salas 14a e 14b)

Mesmo que existam inúmeras salas e corredores para explorar no Museu Egípcio de Turim, a minha parte favorita da visita foi, sem dúvida, a Galeria dos Reis. Trata-se de uma sala muito comprida e escura, repleta de estátuas egípcias absolutamente impressionantes – a do Faraó Seti II tem mais de 5 metros de altura e pesa 5 toneladas!

As estátuas retratam deuses ou faraós do Antigo Egito, em poses e com proporções muito semelhantes entre si: isto porque se acreditava que a essência da personalidade retratada vivia dentro da própria estátua. Fiquei encantada com uma Esfinge em arenito da XIX dinastia, mas também com as várias representações do deus Ptá ou da deusa Sekhmet.

Templo de Ellesiya (Piso 0, Sala 15)

Por fim, o Templo de Ellesiya foi originalmente encontrado perto de Qasr Ibrim, um sítio arqueológico no sul do Egito (antiga Núbia). Completamente talhado em pedra, o templo foi dedicado a três divindades do panteão egípcio – Ámon, Hórus e Sátis – visto que sobreviveram alguns relevos, hieróglifos e outros detalhes que assim o demonstram.

Pensa-se que terá sido construído durante o reinado do Faraó Tutemés III, ou seja, na XVIII dinastia egípcia, já no Império Novo. Então, como é que o templo chegou a Turim?

Ora, na década de 1960, o monumento corria o risco de ficar submerso devido à construção de um reservatório de água artificial gigantesco, o Lago Nasser. Assim, numa campanha orientada pela UNESCO, o Templo de Ellesiya foi transferido para o Museu Egípcio de Turim.

Guia Prático do Museu Egípcio de Turim

Sabias que o Museu Egípcio de Turim tem um percurso de visita com mais de 2 quilómetros? Atualmente, o museu expande-se por um total de quatro andares e, para além de todas as zonas de exposição permanente, inclui ainda:

  • Bilheteira, Bengaleiro e Salas Didáticas (no piso -1, onde começa a visita)
  • Museum Shop (no rés-do-chão, a entrada do museu)
  • Biblioteca e Pausa Caffé (no primeiro andar)
  • Mais Salas Didáticas (no segundo andar)
  • Exposições temporárias (no terceiro e último andar)

Agora que já conheces a história do museu e alguns dos seus artefactos imperdíveis, deixo-te três recomendações com base na minha experiência pessoal, que te vão ajudar a preparar a tua visita.

1. Desfruta da Entrada Grátis no Teu Aniversário

Os bilhetes para o Museu Egípcio de Turim – com acesso às exposições permanente e temporária e audioguia incluído – custam 15€, sendo que existem ainda duas tarifas reduzidas:

  • Estudante (11€) – dos 15 aos 18 anos
  • Júnior (2€) – dos 6 aos 14 anos

O que muita gente não sabe é que o museu tem imensas promoções ao longo do ano, como a entrada grátis no dia do teu aniversário! Para isso, só precisas de apresentar um documento de identificação na bilheteira. Outros dias a ponderar são o Dia de São Valentim (14 de fevereiro), com 2 bilhetes pelo preço de 1, o Dia do Pai (19 de março) ou o Dia da Mãe (segundo domingo de maio), para os progenitores que acompanham os filhos.

Tal como outros museus, aqui também é possível comprar um pack familiar, visitas guiadas ou adquirir descontos com passes culturais e turísticos. Independentemente da tarifa que pretendas obter, podes evitar as filas comprando os ingressos na bilheteira online do Museu Egípcio de Turim.

2. Lembra-te do Horário Especial às Segundas-feiras

Ao contrário da maioria dos museus europeus, o Museu Egípcio de Turim está aberto todos os dias da semana, das 09:00 às 18:30, sendo que a última admissão acontece uma hora antes do fecho. Contudo, existe um horário especial às segundas-feiras: das 09:00 às 14:00, para descanso do pessoal.

Por essa razão e se for possível, aproveita a manhã de segunda-feira para visitar o museu, já que muita gente pensa que este se encontra fechado. Além disso, o Museu Egípcio de Turim só encerra no dia 25 de dezembro.

3. Chegar a Pé É a Melhor Opção

O Museu Egípcio de Turim situa-se no centro histórico da cidade, a escassos metros da Piazza San Carlo, uma das praças principais de Turim. Nesse sentido, é comum avistar muitos autocarros, elétricos, táxis, entre outros, que fazem o circuito turístico citadino.

O meu conselho é que ignores estes transportes, que podem ser bastante confusos. Aproveita a caminhada entre a estação ferroviária e metropolitana Porta Nuova e o museu, são apenas 10 minutos e podes desfrutar da arquitetura típica de Turim e do seu comércio local.

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